terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Fanatismo

Fanatismo
Fagner em poema de Florbela Espanca

Minh'alma de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver
Não és sequer a razão do meu viver
Posto que és já  toda a minha vida

Não vejo nada assim, enlouquecida
Passo no mundo meu amor a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história, tantas vezes lida

Tudo no mundo é frágil, tudo passa
Quando me dizem isto, toda a graça
De uma boca divina, fala em mim
E olhos postos em ti, digo de rastros

Podem voar mundos, morrer astros
Que tu és como um deus, principio e fim

Eu, já te falei de tudo
Mas tudo isto é pouco
Diante do que sinto

Áudio Fagner

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