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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Essa Mulher


Elis Regina: 30 anos depois

Essa Mulher, de Joyce e Ana Terra, foi gravada para o álbum Elis, Essa Mulher, de 1979. Participam dessa gravação: Altamiro Carrilho (flauta), Celso Woltzenlogel (flauta), Cesar Camargo Mariano (piano elétrico e arranjos), Cidinho (percussão), Hélio Delmiro (guitarra), Jayme Araújo (flauta), Jorginho da Flauta (flauta), Luizão Maia (baixo elétrico), Paulinho Braga (bateria) e a autora da música Joyce (violão), além de uma orquestra de cordas.

Essa Mulher
Joyce e Ana Terra

De manhã cedo essa senhora se conforma
Bota a mesa, tira o pó, lava a roupa, seca os olhos
Ah, como essa santa não se esquece de pedir pelas mulheres
Pelos filhos, pelo pão
Depois sorri, meio sem graça
E abraça aquele homem, aquele mundo
Que a faz assim feliz
De tardezinha essa menina se namora
Se enfeita, se decora, sabe tudo, não faz mal
Ah, como essa coisa é tão bonita
Ser cantora, ser artista
Isso tudo é muito bom
E chora tanto de prazer e de agonia
De algum dia, qualquer dia
Entender de ser feliz
De madrugada essa mulher faz tanto estrago
Tira a roupa, faz a cama, vira a mesa, seca o bar
Ah, como essa louca se esquece
Quanto os homens enlouquece
Nessa boca, nesse chão
Depois parece que acha graça
E agradece ao destino aquilo tudo
Que a faz tão infeliz
Essa menina, essa mulher, essa senhora
Em quem esbarro a toda hora
No espelho casual
É feita de sombra e tanta luz
De tanta lama e tanta cruz
Que acha tudo natural

Áudio Elis Regina e demais músicos

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Flor de Lis


Flor de Lis é a música que abre o primeiro LP de Djavan, A Voz • O Violão • A Música de Djavan (1976). Participa dessa gravação um time de primeira: Edison (teclado); Helinho (guitarra); Luizão (baixo); Paulinho (bateria); Altamiro Carrilho (flauta e flautim); Marçal, Luna, Hermes (ritmo).

Flor de Lis
Djavan

Valei-me, deus!
É o fim do nosso amor
Perdoa, por favor
Eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que fez
Tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei?
Eu só sei que amei,
Que amei, que amei, que amei

Será talvez
Que minha ilusão
Foi dar meu coração
Com toda força
Pra essa moça
Me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz
De uma flor de lis

E foi assim que eu vi
Nosso amor na poeira,
Poeira
Morto na beleza fria de Maria

E o meu jardim da vida
Ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu.

Áudio Djavan (voz e violão) e demais músicos

sábado, 23 de abril de 2011

Gargalhada


Hoje é o Dia Nacional do Choro, data criada, pela iniciativa do bandolinista Hamilton de Hollanda e seus alunos da escola de música Raphael Rabello e sancionada por lei (2000), em homenagem ao nascimento de Alfredo da Rocha Viana, o compositor, orquestrador, flautista e saxofonista Pixinguinha, que estaria completando 113 ou 114 anos, a depender da fonte. Incerta também é a origem de seu apelido, havendo pelo menos duas hipóteses. A primeira diz que foi uma prima que passou a chamá-lo de Pizindim ou Pizinguim, que significa "menino bom". Já a segunda defende que, quando criança, Pixinguinha tinha o rosto marcado por bexiga. A alcunha Bexiguinha, depois de várias transformações, teria se transformado no apelido que todos conhecemos. Independente de qual seja o ano de nascimento e qual a origem do apelido, o fato é que Pixinguinha tornou-se um dos personagens mais importantes para a consolidação da música popular brasileira no século XX, em especial o choro, gênero que ajudou a desenvolver e difundir. Como não podia deixar de ser, escolhi uma composição de sua fantástica lavra para homenageá-lo. Então... no Dia Nacional do Choro: Gargalhada. São três interpretações postadas aqui. A primeira é do álbum Som Pixinguinha (1971), com Altamiro Carrilho (flauta), Dino 7 Cordas (violão 7 cordas), Luna (reco-reco) e Meira (Jaime Tomás Florence) (violão). A segunda é com Paulo Sergio Santos (clarinete), Caio Márcio (violão) e Oscar Bolão (percussão) do disco Gargalhada (2001) do clarinetista. Já a terceira encontrei na busca por vídeos com essa música; trata-se de um vídeo caseiro com a interpretação muito legal de um gurizão de boné e tudo chamado Carlos Eduardo, ou Dudu, e, segundo a descrição, "clarinetista de Fpolis", coincidência... Felizmente a obra de Pixinguinha permanece conquistando novas gerações de músicos. Parodiando Candeia: "Se o dia nasce, renasce o choro / Se o dia morre, revive o choro".

Gargalhada
Pixinguinha

Instrumental 

Áudio Altamiro Carrilho (flauta), Dino 7 Cordas (violão 7 cordas), Luna (reco-reco) e Meira (violão)



Áudio Paulo Sergio Santos (clarinete), Caio Márcio (violão) e Oscar Bolão (percussão)



Vídeo Carlos Eduardo (Dudu)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pé na Tábua



Pé na Tábua é um choro do flautista Altamiro Carrilho e abre o disco Chorinhos da Pesada, de 1971, do grupo Os Chorões, projeto que marcou o encontro de vários músicos também da pesada: além de Altamiro, Abel Ferreira, Netinho, Porfírio Costa, Radamés Gnattali, Raul de Barros, Zé Bodega e Zé Menezes. Nesta música também participam Juquinha, Luna, Nilton Delfino Marçal e Tião Marinho. O arranjo é de Nelsinho Martins dos Santos.

            

Pé na Tábua
Altamiro Carrilho

Instrumental

Áudio Os Chorões

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Flor Amorosa


Flor Amorosa é um dos primeiros registros de composições da segunda metade do século XIX que se tornariam peças de referência do repertório do que hoje conhecemos como choro, gênero que se fixou  como tal por volta de 1910. Antes disso as composições tinham a denominação de polca, e choro era apenas a forma como eram tocadas as músicas por grupos musicais constituídos de flauta (ou outro instrumento solista), violões e cavaquinho. Seu autor, Joaquim Antônio da Silva Calado, era um flautista virtuoso e muito popular na sua época, mas morreu precocemente em 1880 vitimado por uma epidemia de meningo-encefalite aos 31 anos. Flor Amorosa seria publicada onze dias depois de sua morte. Para esta postagem escolhi duas apresentações. A primeira é do programa Instrumental SESC Brasil com o grande flautista Altamiro Carrilho, acompanhado por Pedro Bastos (Pedrinho do Violão) (violão 7 cordas), Luis Américo Bastos (violão), Mauricio Verdi (cavaquinho) e Eber de Freitas (pandeiro e bateria). Já a segunda é com o professor, cavaquinista e arranjador Ron Galen acompanhado de seus alunos - onze violões, um bandolim e um pandeiro - de Contra Costa College, San Pablo, e Laney College, Oakland, ambos na Califórnia.

Flor Amorosa
Joaquim Calado

Instrumental

Vídeo Altamiro Carrilho e demais músicos




Vídeo Ron Galen e seus alunos