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quarta-feira, 1 de junho de 2011
Olha Pro Céu
Olha Pro Céu
Luiz Gonzaga e José Fernandes
Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha praquele balão multicor
Como no céu vai sumindo
Foi numa noite, igual a esta
Que tu me deste o teu coração
O céu estava, assim em festa
Pois era noite de São João
Havia balões no ar
Xote, baião no salão
E no terreiro
O teu olhar, que incendiou
Meu coração
Áudio Ceumar
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sábado, 29 de janeiro de 2011
Toada de Gado - A Morte do Vaqueiro
Toada de Gado
Vavá Machado / Arlindo Marcolino
Oh...Vaqueiro do meu sertão
Não despreza o teu gibão
Nosso destino é marcado pela providência divina
Assim se achou nas colinas Raimundo Jacó assassinado
Seu nome serviu de fama
Luiz Gonzaga gravou e o padre João celebrou uma missa em coral
Os santos também sentiram
Enviaram os poetas ouviram e os nordestinos aplaudiram uma toada de gado
Os santos sentiram tanto, que derramaram seu pranto
Raimundo Jacó nesse canto por nós é homenageado
Eh, vida de gado, ôô...
A Morte do Vaqueiro
Nelson Barbalho / Luiz Gonzaga
Ê gado..ohhh...ê...
Numa tarde bem tristonha
Gado muge sem parar
Só lembrado do vaqueiro que não vem mais aboiar
Não vem mais aboiar tão dolente a cantar
Tengo lengo tengo...
Ê gado oh...
Bom vaqueiro nordestino
Morre sem deixar tostão
O seu nome é esquecido nas quebradas do sertão
Nunca mais ouvirão teu cantar meu irmão
Tengo lengo tengo...
Ê gado oh...
Sacudido numa cova
Desprezado do senhor
Só lembrado o cachorro que ainda chora a sua dor
É demais, tanta dor não tem mais seu amor
Tego, lego, tengo, lengo, tengo...
Ê gado ohhh ê ê ê...
Áudio Quinteto Violado aqui.
Vídeo de 'A Morte do Vaqueiro' com Luiz Gonzaga e Quinteto Violado
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A Vida do Viajante
A Vida do Viajante
Luiz Gonzaga / Hervé Cordovil
Minha vida é andar
Por esse país
Pra ver se um dia
Descanso feliz
Guardando as recordações
Das terras onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei.
Chuva e sol
Poeira e carvão
Longe de casa
Sigo o roteiro
Mais uma estação
E a saudade [alegria] no coração
Minha vida é andar...
Mar e terra
Inverno e verão
Mostra o sorriso
Mostra a alegria
Mas eu mesmo não
E a alegria no coração
Minha vida é andar...
Vídeo Gonzagão & Gonzaguinha (Wagner Tiso no piano)
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Assum Preto
Assum Preto
Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira
Tudo em vorta é só beleza
Sol de Abril e a mata em frô
Mas Assum Preto, cego dos óio
Num vendo a luz, ai, canta de dor (bis)
Tarvez por ignorança
Ou mardade das pió
Furaro os óio do Assum Preto
Pra ele assim, ai, cantá de mió (bis)
Assum Preto veve sorto
Mas num pode avuá
Mil vez a sina de uma gaiola
Desde que o céu, ai, pudesse oiá (bis)
Assum Preto, o meu cantar
É tão triste quanto o teu
Também roubaro o meu amor
Que era a luz, ai, dos óios meus
Também roubaro o meu amor
Que era a luz, ai, dos óios meus
Vídeo Gal Costa
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Baião
Baião
Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira
Eu vou mostrar pra vocês
Como se dança o baião
E quem quiser aprender
É favor prestar atenção
Morena chega pra cá
Bem junto ao meu coração
Agora é só me seguir
Pois eu vou dançar o baião
Eu já dancei balancê
Xamego, samba e xerém
Mas o baião tem um quê
Que as outras danças não têm
Quem quiser é só dizer
Pois eu com satisfação
Vou dançar cantando o baião
Eu já cantei no Pará
Toquei sanfona em Belém
Cantei lá no Ceará
E sei o que me convém
Por isso eu quero afirmar
Com toda convicção
Que sou doido pelo baião
Áudio Luiz Gonzaga aqui.
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terça-feira, 8 de setembro de 2009
Coisa Mais Maior de Grande
Dia desses estava ouvindo um disco do Gonzaguinha, quando parei pra prestar atenção numa música que já conhecia há alguns anos, mas que só então me dei conta da grandeza da coisa, sabe comé que é? hehehe... Segue a letra abaixo:
COISA MAIS MAIOR DE GRANDE
(Gonzaguinha)
Enquanto eu acreditar que a pessoa é a coisa mais maior de grande
Pois que na sua riqueza revoluciona e ensina
Pois pelas aulas do tempo, aprende, revolta por cima
Eu vou cantar... Por aí
Eu vou cantar... Por aí
Bonito é que gente é sempre assim tão diferente de gente
Assim como a voz que ecoa não é mais a daquele que grita
E essa beleza, na dessemelhança, me aguça a cabeça, me agita
Eu vou cantar... Por aí
Eu vou cantar... Por aí
Que nada se repete sob o sol
O movimento da vida não deixa que a vida seja sempre igual
Pois nada se repete, nem o sol
Pois veja que o bem só é bem pra quem ele
Faz bem mas pr'um outro pode ser um mal
Pois nada se repete sob o sol
O pai já não é mais o filho, nem foi o avô e nem é o irmão
Nada se repete, nem o sol
Que pena daquele que pensa da sua exata continuação
Na desparecença dos tempos aprendo as tranças e tramas
Das novas lições
Eu vou cantar... Por aí
O disco, Coisa Mais Maior de Grande - Pessoa (EMI, 1981), por sinal é ótimo. Eu particularmente gosto das faixas inicial e final, que são pot-porris com convidados pra lá de especiais. Na primeira faixa estão as músicas: 'Geraldinos e Arquibaldos II' (com Alcione), 'Simples Saudade', 'Coisa Mais Maior de Grande', 'Quando Se Chega', 'Légua Tirana' [de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira] (com Luiz Gonzaga e Milton Nascimento a capella!!) e a sempre presente nas coletâneas 'Eu Apenas Queria Que Você Soubesse'. E encerram o disco: 'Fala Brasil' (com Roberto Ribeiro), 'Trabalho e Festa', 'Colheita', 'Redescobrir', 'Agalope' e 'Esperança'. Há também músicais incidentais em ambas as faixas, como 'Sangrando', 'Chão Pó Poeira', 'Galope', 'Nada Será Como Antes' [de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos] e 'Pai Grande' [de Milton Nascimento]. É Gonzaguinha (todas as músicas são de sua autoria, salvo quando indicado) se aproximando do universo musical do pai, Gonzagão, e de Milton Nascimento.
Áudio Gonzaguinha
COISA MAIS MAIOR DE GRANDE
(Gonzaguinha)
Enquanto eu acreditar que a pessoa é a coisa mais maior de grande
Pois que na sua riqueza revoluciona e ensina
Pois pelas aulas do tempo, aprende, revolta por cima
Eu vou cantar... Por aí
Eu vou cantar... Por aí
Bonito é que gente é sempre assim tão diferente de gente
Assim como a voz que ecoa não é mais a daquele que grita
E essa beleza, na dessemelhança, me aguça a cabeça, me agita
Eu vou cantar... Por aí
Eu vou cantar... Por aí
Que nada se repete sob o sol
O movimento da vida não deixa que a vida seja sempre igual
Pois nada se repete, nem o sol
Pois veja que o bem só é bem pra quem ele
Faz bem mas pr'um outro pode ser um mal
Pois nada se repete sob o sol
O pai já não é mais o filho, nem foi o avô e nem é o irmão
Nada se repete, nem o sol
Que pena daquele que pensa da sua exata continuação
Na desparecença dos tempos aprendo as tranças e tramas
Das novas lições
Eu vou cantar... Por aí
O disco, Coisa Mais Maior de Grande - Pessoa (EMI, 1981), por sinal é ótimo. Eu particularmente gosto das faixas inicial e final, que são pot-porris com convidados pra lá de especiais. Na primeira faixa estão as músicas: 'Geraldinos e Arquibaldos II' (com Alcione), 'Simples Saudade', 'Coisa Mais Maior de Grande', 'Quando Se Chega', 'Légua Tirana' [de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira] (com Luiz Gonzaga e Milton Nascimento a capella!!) e a sempre presente nas coletâneas 'Eu Apenas Queria Que Você Soubesse'. E encerram o disco: 'Fala Brasil' (com Roberto Ribeiro), 'Trabalho e Festa', 'Colheita', 'Redescobrir', 'Agalope' e 'Esperança'. Há também músicais incidentais em ambas as faixas, como 'Sangrando', 'Chão Pó Poeira', 'Galope', 'Nada Será Como Antes' [de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos] e 'Pai Grande' [de Milton Nascimento]. É Gonzaguinha (todas as músicas são de sua autoria, salvo quando indicado) se aproximando do universo musical do pai, Gonzagão, e de Milton Nascimento.
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