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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Louvação
Elis Regina: 30 anos depois...
Em seguida ao grande sucesso do programa de televisão Dois na Bossa e do disco gravado ao vivo no Teatro Paramount (SP), a gravadora da dupla Elis Regina e Jair Rodrigues resolveu lançar o álbum Dois na Bossa Número 2, também gravado ao vivo, mas dessa vez no Teatro Record (SP), em 1966, do qual selecionei para esta postagem o ótimo dueto em Louvação, composição de Gilberto Gil e Torquato Neto, com o acompanhamento do Bossa Jazz Trio: Amilson Godoy (piano), Jurandir Meirelles (contrabaixo) e José Roberto Sarsano (bateria).
Louvação
Gilberto Gil e Torquato Neto
Vou fazer a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
Meu povo, preste atenção - atenção, atenção
E me escute com cuidado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado
E louvo pra começar
Da vida o que é bem maior
Louvo a esperança da gente
Na vida pra ser melhor
Quem espera sempre alcança
Três vezes salve à esperança
Louvo quem espera sabendo
Que pra melhor esperar
Procede bem quem não para
De sempre mais trabalhar
Que só espera sentado
Quem se acha conformado
Tô fazendo a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado
Quem tiver me escutando - atenção, atenção
Que me escute com cuidado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado
Louvo agora e louvo sempre
Porque grande sempre é
Louvo a força do homem
A beleza da mulher
Louvo a paz pra haver na terra
Louvo o amor que espanta a guerra
Louvo a amizade do amigo
Que comigo há de morrer
Louvo a vida merecida
De quem morre pra viver
Louvo a luta repetida
Da vida pra não morrer
Tô fazendo a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado
Quem tiver me escutando - atenção, atenção
Falo de peito lavado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado
Louvo a casa onde se mora
De junto da companheira
Louvo o jardim que se planta
Pra ver crescer a roseira
Louvo a canção que se canta
Pra chamar a primavera
Louvo quem canta e não canta
Porque não sabe cantar
Mas que cantará na certa
Quando enfim se apresentar
O dia certo e preciso
De toda gente cantar
E assim fiz a louvação - louvação, louvação
Do que vi pra ser louvado - ser louvado
Se me ouviram com atenção - atenção, atenção
Saberão se estive errado
Louvando o que bem merece
Deixando o ruim de lado
Áudio Elis Regina, Jair Rodrigues e Bossa Jazz Trio
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Disparada
Grande interpretação de Jair Rodrigues, acompanhado por Aires (viola), Manini (percussão) e Edgar Gianullo (violão) no II Festival da Música Popular Brasileira, de 1966, Disparada, de Geraldo Vandré e Theo de Barros, consagrou-se campeã juntamente com A Banda, de Chico Buarque, interpretada por ele e Nara Leão.
Disparada
Geraldo Vandré e Theo de Barros
Prepare o seu coração
Pras coisas
Que eu vou contar
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
E posso não lhe agradar...
Aprendi a dizer não
Ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo
A morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar
Eu vivo pra consertar...
Na boiada já fui boi
Mas um dia me montei
Não por um motivo meu
Ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse
Porém por necessidade
Do dono de uma boiada
Cujo vaqueiro morreu...
Boiadeiro muito tempo
Laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente
Pela vida segurei
Seguia como num sonho
E boiadeiro era um rei...
Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E nos sonhos
Que fui sonhando
As visões se clareando
As visões se clareando
Até que um dia acordei...
Então não pude seguir
Valente em lugar tenente
E dono de gado e gente
Porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata
Mas com gente é diferente...
Se você não concordar
Não posso me desculpar
Não canto pra enganar
Vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado
Vou cantar noutro lugar
Na boiada já fui boi
Boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse
Por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu
Querer ir mais longe
Do que eu...
Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei
Agora sou cavaleiro
Laço firme e braço forte
Num reino que não tem rei
Na boiada já fui boi...
Vídeo Jair Rodrigues
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
Deixa Isso Pra Lá
Enfim outra canção citada em Jack Soul Brasileiro, de Lenine! Na interpreção cheia de suíngue de Jair Rodrigues...
Deixa Isso Pra Lá
Alberto Paz e Edson Menezes
Deixa que digam
Que pensem
Que falem
Deixa isso pra lá
Vem pra cá
O que que tem ?
Eu não estou fazendo nada
Você tambem
Faz mal bater um papo
Assim gostoso com alguém ?
Vai, vai, por mim
Balanço de amor,é assim
Mãozinha com mãozinha pra lá
Beijinhos e beijinhos pra cá
Vem balançar
Amor é balanceio meu bem
Só vai no meu balanço quem tem
Carinho pra dar
Áudio Jair Rodrigues
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