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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
The Frog - A Rã
Fiquei sabendo que em inglês ano bissexto é chamado leap year (leap significa "pular"), ou seja, a data de hoje irá "pular" quatro anos, se repetindo somente em 2016; eis o porquê da associação desse dia com sapos, nos países de língua inglesa (ver aqui e aqui). Aí me lembrei da composição The Frog (O Sapo), de João Donato, interpretada por ele no seu álbum A Bad Donato, de 1970, e por João Gilberto no seu disco do mesmo ano. A música ganhou depois letra de Caetano Veloso e passou a se chamar A Rã, interpretada por Gal Costa em seu disco Cantar, de 1974.
The Frog
João Donato
Instrumental
A Rã
João Donato e Caetano Veloso
Coro de cor
Sombra de som de cor
De mal-me-quer
De mal-me-quer de bem
De bem-me-diz
De me dizendo assim
Serei feliz
Serei feliz de flor
De flor em flor
De samba em samba em som
De vai e vem
De ver de verde ver
Pé de capim
Bico de pena pio
De bem-te-vi
Amanhecendo sim
Perto de mim
Perto da claridade
Da manhã
A grama a lama tudo
É minha irmã
A rama o sapo o salto
De uma rã
Áudio João Donato
Áudio João Gilberto
Áudio Gal Costa
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Naquela Estação
Naquela Estação, de Caetano Veloso e João Donato, está no primeiro disco de Adriana Calcanhotto, Enguiço, de 1990. Participam dessa gravação: Adriana Calcanhotto (voz), Celso Fonseca (violão), Victor Biglione (guitarra), Márcio Montarroyos (trompete), Julinho Teixeira (teclado), Jurim (percussão), Mazzola (percussão) e Renato Ladeira (programação de bateria).
Naquela Estação
Caetano Veloso e João Donato
Você entrou no trem
E eu na estação vendo o céu fugir
Também não dava mais para tentar
Lhe convencer a não partir
E agora, tudo bem
Você partiu
Para ver outras paisagens
E o meu coração embora
Finja fazer mil viagens
Fica batendo parado naquela estação
Áudio Adriana Calcanhotto e demais músicos
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Outras Palavras
Mais uma pérola do Caetano!
Outras Palavras
Caetano Veloso
Nada dessa cica de palavra triste em mim na boca
Travo trava mãe e papai, alma buena dicha loca
Neca desse sono de nunca jamais nem never more
Sim, dizer que sim pra Cilu, pra Dedé pra Dadi e Dó
Crista do desejo o destino deslinda-se em beleza:
Outras palavras
Tudo seu azul tudo céu tudo azul e furtacor
Tudo meu amor tudo mel tudo amor e ouro e sol
Na televisão na palavra no átimo no chão
Quero essa mulher solamente pra mim mas muito mais
Rima pra que faz tanto mas tudo dor amor e gozo:
Outras palavras
Nem vem que não tem vem que tem coração tamanho trem
Como na palavra palavra a palavra estou em mim
E fora de mim quando você parece que não dá
Você diz que diz em silêncio o que eu não desejo ouvir
Tem me feito muito infeliz mas agora minha filha:
Outras palavras
Quase João Gil Ben muito bem mas barroco como eu
Cérebro máquina palavras sentidos corações
Hiperestesia Buarque voilá tu sais de cor
Tinjo-me romântico mas sou vadio computador
Só que sofri tanto que grita porém daqui pra a frente:
Outras palavras
Parafins gatins alphaluz sexonhei la guerrapaz
Ouraxé palávoras driz okê cris espacial
Projeitinho imanso ciumortevida vivavid
Lambetelho frúturo orgasmaravalha-me Logun
Homenina nel paraís de felicidadania:
Outras palavras
Áudio Caetano Veloso
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Os Argonautas
Os Argonautas
Caetano Veloso
O barco, meu coração não aguenta
Tanta tormenta, alegria
Meu coração não contenta
O dia, o marco, meu coração
O porto, não
Navegar é preciso
Viver não é preciso
O barco, noite no céu tão bonito
Sorriso solto, perdido
Horizonte, madrugada
O riso, o arco da madrugada
O porto, nada
Navegar é preciso
Viver não é preciso
O barco, o automóvel brilhante
O trilho solto, o barulho
Do meu dente em tua veia
O sangue, o charco, barulho lento
O porto, silêncio
Navegar é preciso
Viver não é preciso
Áudio Caetano Veloso
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Coração Vagabundo
Coração Vagabundo
Caetano Veloso
Meu coração não se cansa
De ter esperança
De um dia ser tudo o que quer
Meu coração de criança
Não é só a lembrança
De um vulto feliz de mulher
Que passou por meu sonho sem dizer adeus
E fez dos olhos meus um chorar mais sem fim
Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo em mim
Áudio Gal Costa e Caetano Veloso
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
A Voz do Violão
A Voz do Violão
Francisco Alves e Horácio Campos
Não queiras, meu amor, saber da mágoa
Que sinto quando a relembrar-te estou
Atestam-te os meus olhos rasos d'água
A dor que a tua ausência me causou.
Saudades infinitas me devoram,
Lembranças do teu vulto que nem sei
Meus olhos incessantemente choram
As horas de prazer que já gozei
Porém neste abandono interminável
No espinho de tão negra solidão
Eu tenho um companheiro inseparável
Na voz do meu plangente violão
Deixaste-me sozinho e lá distante,
Alheio à imensidão de minha dor,
Esqueces que ainda existe um peito amante
Que chora o teu carinho sedutor
No azul sem fim do espaço iluminado
Ao léu do vento se desfaz
A queixa deste amor desesperado
Que o peito em mil pedaços me desfaz
Áudio Francisco Alves
Vídeo Caetano Veloso
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
É Hoje
É Hoje
Didi e Mestrinho
A minha alegria atravessou o mar
E ancorou na passarela
Fez um desembarque fascinante
No maior show da terra
Será que eu serei o dono dessa festa
Um rei
No meio de uma gente tão modesta
Eu vim descendo a serra
Cheio de euforia para desfilar
O mundo inteiro espera
Hoje é dia do riso chorar
Levei o meu samba pra mãe de santo rezar
Contra o mal olhado eu carrego meu patuá
Eu levei!
Acredito
Acredito ser o mais valente, nessa luta do rochedo com o mar
E com o mar!
É hoje o dia da alegria
E a tristeza, nem pode pensar em chegar
Diga, espelho meu!
Diga, espelho meu
Se há na avenida alguém mais feliz que eu
Diga, espelho meu
Se há na avenida alguém mais feliz que eu
Áudio Caetano Veloso
Vídeo Caetano Veloso
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Mestrinho
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Nu Com a Minha Música
Coragem grande é poder dizer sim!
Nu Com a Minha Música
Caetano Veloso
Penso em ficar quieto um pouquinho
Lá no meio do som
Peço salamaleikum, carinho, bênção, axé, shalom
Passo devagarinho o caminho
Que vai de tom a tom
Posso ficar pensando no que é bom
Vejo uma trilha clara pro meu Brasil, apesar da dor
Vertigem visionária que não carece de seguidor
Nu com a minha música, afora isso somente amor
Vislumbro certas coisas de onde estou
Nu com meu violão, madrugada
Nesse quarto de hotel
Logo mais sai o ônibus pela estrada, embaixo do céu
O estado de São Paulo é bonito
Penso em você e eu
Cheio dessa esperança que Deus deu
Quando eu cantar pra turba de Araçatuba, verei você
Já em Barretos eu só via os operários do ABC
Quando chegar em Americana, não sei o que vai ser
Às vezes é solitário viver
Deixo fluir tranquilo
Naquilo tudo que não tem fim
Eu que existindo tudo comigo, depende só de mim
Vaca, manacá, nuvem, saudade
Cana, café, capim
Coragem grande é poder dizer sim
Áudio Caetano Veloso
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Trem das Cores
Finalizando o ciclo músicas & cores, com a colaboração da minha sobrinha Luiza Normey, iniciado algumas postagens atrás, mais uma do Caetano Veloso.
Trem das Cores
Caetano Veloso
A franja da encosta cor de laranja
Capim rosa-chá
O mel desses olhos luz, mel de cor ímpar
O ouro ainda não bem verde da serra
A prata do trem
A lua e a estrela
Anel de turquesa
Os átomos todos dançam, madruga
Reluz neblina
Crianças cor de romã entram no vagão
O oliva da nuvem chumbo ficando pra trás da manhã
E a seda azul do papel que envolve a maçã
As casas tão verde e rosa que vão passando ao nos ver passar
Os dois lados da janela
E aquela num tom de azul quase inexistente, azul que não há
Azul que é pura memória de algum lugar
Teu cabelo preto, explícito objeto
Castanhos lábios
Ou, pra ser exato, lábios cor de açaí
E aqui, trem das cores, sábios projetos:
Tocar na Central
E o céu de um azul celeste celestial
Áudio Caetano Veloso
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Rai das Cores
Rai das Cores
Caetano Veloso
Para a folha: verde
Para o céu: azul
Para a rosa: rosa
Para o mar: azul
Para a cinza: cinza
Para a areia: ouro
Para a terra: pardo
Para a terra: azul
(Quais são as cores que são suas cores de predileção?)
Para a chuva: prata
Para o sol: laranja
Para o carro: negro
Para a pluma: azul
Para a nuvem: branco
Para a duna: branco
Para a espuma: branco
Para o ar: azul
(Quais são as cores que são suas cores de predileção?)
Para o bicho: verde
Para o bicho: branco
Para o bicho: pardo
Para o homem: azul
Para o homem: negro
Para o homem: rosa
Para o homem: ouro
Para o anjo: azul
(Quais são as cores que são suas cores de predileção?)
Para a folha: rubro
Para a rosa: palha
Para o ocaso: verde
Para o mar: cinzento
Para o fogo: azul
Para o fumo: azul
Para a pedra: azul
Para tudo: azul
(Quais são as cores que são suas cores de predileção?)
Áudio Caetano Veloso (também aqui)
O Estrangeiro
Mais um inspirado manifesto tropicalista antropofágico de Caetano Veloso, O Estrangeiro, faixa de abertura de seu disco homônimo de1989, conta com a participação de Arto Lindsay (guitarra), Peter Sherer (teclado), Naná Vasconcelos (percussão e voz), Tony Lewis (bateria) e Bill Frisell (guitarra). No vídeo, participação de Zé Celso Martinez Corrêa, dentre outros: "Mas eu desperto porque tudo cala frente ao fato de que o rei é mais bonito nu!... But I've given up all attempts at perfection"!
O Estrangeiro
Caetano Veloso
O pintor Paul Gauguin amou a luz da Baía de Guanabara
O compositor Cole Porter adorou as luzes na noite dela
A Baía de Guanabara
O antropólogo Claude Lévi-Strauss detestou a Baía de Guanabara
Pareceu-lhe uma boca banguela
E eu, menos a conhecera, mais a amara?
Sou cego de tanto vê-la, de tanto tê-la estrela
O que é uma coisa bela?
O amor é cego
Ray Charles é cego
Stevie Wonder é cego
E o albino Hermeto não enxerga mesmo muito bem
Uma baleia, uma telenovela, um alaúde, um trem?
Uma arara?
Mas era ao mesmo tempo bela e banguela a Guanabara
Em que se passara passa passará um raro pesadelo
Que aqui começo a contruir sempre buscando o belo e o Amaro
Eu não sonhei:
A praia de Botafogo era uma esteira rolante de areia branca e óleo diesel
Sob meus tênis
E o Pão de Açúcar menos óbvio possível
À minha frente
Um Pão de Açúcar com umas arestas insuspeitadas
À áspera luz laranja contra a quase não luz, quase não púrpura
Do branco das areias e das espumas
Que era tudo quanto havia então de aurora
Estão às minhas costas um velho com cabelos nas narinas
E uma menina ainda adolescente e muito linda
Não olho pra trás mas sei de tudo
Cego às avessas, como nos sonhos, vejo o que desejo
Mas eu não desejo ver o terno negro do velho
Nem os dentes quase-não-púrpura da menina
(Pense Seurat e pense impressionista
Essa coisa da luz nos brancos dente e onda
Mas não pense surrealista que é outra onda)
E ouço as vozes
Os dois me dizem
Num duplo som
Como que sampleados num Sinclavier:
"É chegada a hora da reeducação de alguém
Do Pai, do Filho, do Espírito Santo, amém
O certo é louco tomar eletrochoque
O certo é saber que o certo é certo
O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos"
E eu, menos estrangeiro no lugar que no momento
Sigo mais sozinho caminhando contar o vento
E entendo o centro do que estão dizendo
Aquele cara e aquela:
É um desmascaro
Singelo grito:
"O rei está nu"
Mas eu desperto porque tudo cala frente ao fato de que o rei é mais bonito nu
E eu vou e amo o azul, o púrpura e o amarelo
E entre o meu ir e o do sol, um aro, um elo
("Some may like a soft Brazilian singer
But I've given up all attempts at perfection")
Vídeo Caetano Veloso
sábado, 10 de setembro de 2011
Negro Amor (It's All Over Now, Baby Blue)
Negro Amor (It's All Over Now, Baby Blue)
Bob Dylan - versão Caetano Veloso e Péricles Cavalcanti
Vá, se mande, junte tudo que você puder levar
Ande, tudo que parece seu é bom que agarre já
Seu filho feio e louco ficou só
Chorando feito fogo à luz do sol
Os alquimistas já estão no corredor
E não tem mais nada negro amor
A estrada é pra você e o jogo é a indecência
Junte tudo que você conseguiu por coincidência
E o pintor de rua que anda só
Desenha maluquice em seu lençol
Sob seus pés o céu também rachou
E não tem mais nada negro amor
Seus marinheiros mareados abandonam o mar
Seus guerreiros desarmados não vão mais lutar
Seu namorado já vai dando o fora
Levando os cobertores? E agora?
Até o tapete sem você voou
E não tem mais nada negro amor
E não tem mais nada...
As pedras do caminho deixe para trás
Asqueça os mortos que não levantam mais
O vagabundo esmola pela rua
Vestindo a mesma roupa que foi sua
Risque outro fósforo, outra vida, outra luz, outra cor
E não tem mais nada negro amor
Áudio Gal Costa
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011
A Cor Amarela
A Cor Amarela
Caetano Veloso
Uma menina preta
De biquíni amarelo
Na frente da onda
Que onda
Que onda
Que onda
Que dá
Que bunda
Que bunda
É o melhor
Que podia acontecer
A cor amarela
Destacar-se entre o mar
E o marrom
Da pele tesa dela
O sol já têm muito
O que fazer
Na minha vida
Querida
Quem é você?
Áudio Caetano Veloso
sábado, 2 de julho de 2011
Não Tenha Medo
Não Tenha Medo
Caetano Veloso
Tenha medo não, tenha medo não
Não tenha medo não, tenha medo não
Nada é pior do que tudo
Nada é pior do que tudo
Nem um não, nenhum senão
Nem um ladrão, nem uma escuridão
Nada é pior do que tudo
Que você já tem no seu coração mudo
Nem um cão, nem um dragão
Nem um avião, nem uma assombração
Nada é pior do que tudo
Que você já tem no seu coração mudo
Nem um chão, nem um porão
Nem uma prisão, nem uma solidão
Nada é pior do que tudo
Que você já tem no seu coração mudo
Áudio Elis Regina
sábado, 18 de junho de 2011
Drama
Maria Bethânia: 65 anos!
Drama
Caetano Veloso
Eu minto, mas minha voz não mente
Minha voz soa exatamente
De onde no corpo da alma de uma pessoa
Se produz a palavra eu
Dessa garganta, tudo se canta
Quem me ama, quem me ama
Adeus, meu olho é todo teu
Meu gesto é no momento exato
Em que te mato
Minha pessoa existe
Estou sempre alegre ou triste
Somente as emoções
Drama
E ao fim de cada ato
Limpo num pano de prato
As mãos sujas do sangue das canções
Áudio Maria Bethânia
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De Manhã
capa do primeiro LP de Maria Bethânia (1965)
Maria Bethânia: 65 anos!
De Manhã
Caetano Veloso
É de manhã
É de madrugada
É de manhã
Não sei mais de nada
É de manhã
Vou ver meu amor
É de manhã
Vou ver minha amada
É de manhã
Flor da madrugada
É de manhã
Vou ver minha flor
Vou pela estrada
E cada estrela
É uma flor
Mas a flor amada
É mais que a madrugada
E foi por ela
Que o galo cocorocô
Que o galo cocorocô
Áudio Maria Bethânia
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domingo, 29 de maio de 2011
A Terceira Margem do Rio
A Terceira Margem do Rio
Milton Nascimento e Caetano Veloso
Oco de pau que diz:
Eu sou madeira, beira
Boa, dá vau, triztriz
Risca certeira
Meio a meio o rio ri
Silencioso, sério
Nosso pai não diz, diz:
Risca terceira
Água da palavra
Água calada, pura
Água da palavra
Água de rosa dura
Proa da palavra
Duro silêncio, nosso pai
Margem da palavra
Entre as escuras duas
Margens da palavra
Clareira, luz madura
Rosa da palavra
Puro silêncio, nosso pai
Meio a meio o rio ri
Por entre as árvores da vida
O rio riu, ri
Por sob a risca da canoa
O rio riu, ri
O que ninguém jamais olvida
Ouvi, ouvi, ouvi
A voz das águas
Asa da palavra
Asa parada agora
Casa da palavra
Onde o silêncio mora
Brasa da palavra
A hora clara, nosso pai
Hora da palavra
Quando não se diz nada
Fora da palavra
Quando mais dentro aflora
Tora da palavra
Rio, pau enorme, nosso pai
Vídeo Milton Nascimento e Caetano Veloso
Áudio Caetano Veloso
Áudio Milton Nascimento
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Milton Nascimento
sábado, 28 de maio de 2011
Lindeza
Lindeza
Caetano Veloso
Coisa linda
É mais que uma ideia louca
Ver-te ao alcance da boca
Eu nem posso acreditar
Coisa linda
Minha humanidade cresce
Quando o mundo te oferece
E enfim te dás, tens lugar
Promessa de felicidade
Festa da vontade, nítido farol
Sinal novo sob o sol
Vida mais real
Coisa linda
Lua, lua, lua, lua
Sol, palavra, dança nua
Pluma, tela, pétala
Coisa linda
Desejar-te desde sempre
Ter-te agora e o dia é sempre
Uma alegria pra sempre
Áudio Caetano Veloso
Você É Linda
Você É Linda
Caetano Veloso
Fonte de mel
Nuns olhos de gueixa
Kabuki máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás
Linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Você é linda, sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é forte
Dentes e músculos
Peitos e lábios
Você é forte
Letras e músicas
Todas as músicas
Que ainda hei de ouvir
No Abaeté, areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Você é linda, sim
Onda do mar, do amor
Que bateu em mim
Gosto de ver
Você no seu ritmo
Dona do carnaval
Gosto de ter
Sentir seu estilo
Ir no seu íntimo
Nunca me faça mal
Linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Áudio Caetano Veloso
Coisa Mais Linda
Coisa Mais Linda
Carlos Lyra e Vinicius de Moraes
Coisa mais bonita é você,
Assim,
Justinho você
Eu juro,eu não sei porque você
Você é mais bonita que a flor,
Quem dera,
A primavera da flor
Tivesse todo esse aroma de beleza que é o amor
Perfumando a natureza,
Numa forma de mulher
Porque tão linda assim não existe a flor
Nem mesmo a cor não existe
E o amor
Nem mesmo o amor existe
Porque tão linda assim não existe
A flor
Nem mesmo a cor não existe
E o amor,
Nem mesmo o amor existe
Áudio Caetano Veloso
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Vinicius de Moraes
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