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quinta-feira, 28 de abril de 2011
André de Sapato Novo
Hoje tem uma das minhas músicas favoritas: André de Sapato Novo, de André Vitor Correia. Reza a lenda que o compositor se inspirou numa noitada não muito agradável em que teve que dançar num baile com sapatos novos, porém apertados. Postei duas gravações desse choro fantástico: sua primeira gravação de 1948 com Pixinguinha (sax tenor), Benedito Lacerda (flauta), Canhoto (cavaquinho), Dino 7 Cordas (violão 7 cordas) e Meira (violão); e uma gravação de 1976 com Abel Ferreira (clarinete), Arlindo (violão), Copinha (Nicolino Cópia) (flauta), novamente Dino 7 Cordas (violão 7 cordas), Freitas (violão), Jorge Bezerra (ritmo), Jorginho (ritmo), Ney Silva (ritmo), Paulinho (ritmo), Raul de Barros (trombone), Sérgio Barrozo (contrabaixo), com arranjo de Orlando Silveira.
André de Sapato Novo
André Vitor Correia
Instrumental
Áudio Pixinguinha, Benedito Lacerda e demais músicos (também aqui)
Áudio Abel Ferreira, Raul de Barros e demais músicos (também aqui)
sábado, 23 de abril de 2011
Gargalhada
Hoje é o Dia Nacional do Choro, data criada, pela iniciativa do bandolinista Hamilton de Hollanda e seus alunos da escola de música Raphael Rabello e sancionada por lei (2000), em homenagem ao nascimento de Alfredo da Rocha Viana, o compositor, orquestrador, flautista e saxofonista Pixinguinha, que estaria completando 113 ou 114 anos, a depender da fonte. Incerta também é a origem de seu apelido, havendo pelo menos duas hipóteses. A primeira diz que foi uma prima que passou a chamá-lo de Pizindim ou Pizinguim, que significa "menino bom". Já a segunda defende que, quando criança, Pixinguinha tinha o rosto marcado por bexiga. A alcunha Bexiguinha, depois de várias transformações, teria se transformado no apelido que todos conhecemos. Independente de qual seja o ano de nascimento e qual a origem do apelido, o fato é que Pixinguinha tornou-se um dos personagens mais importantes para a consolidação da música popular brasileira no século XX, em especial o choro, gênero que ajudou a desenvolver e difundir. Como não podia deixar de ser, escolhi uma composição de sua fantástica lavra para homenageá-lo. Então... no Dia Nacional do Choro: Gargalhada. São três interpretações postadas aqui. A primeira é do álbum Som Pixinguinha (1971), com Altamiro Carrilho (flauta), Dino 7 Cordas (violão 7 cordas), Luna (reco-reco) e Meira (Jaime Tomás Florence) (violão). A segunda é com Paulo Sergio Santos (clarinete), Caio Márcio (violão) e Oscar Bolão (percussão) do disco Gargalhada (2001) do clarinetista. Já a terceira encontrei na busca por vídeos com essa música; trata-se de um vídeo caseiro com a interpretação muito legal de um gurizão de boné e tudo chamado Carlos Eduardo, ou Dudu, e, segundo a descrição, "clarinetista de Fpolis", coincidência... Felizmente a obra de Pixinguinha permanece conquistando novas gerações de músicos. Parodiando Candeia: "Se o dia nasce, renasce o choro / Se o dia morre, revive o choro".
Gargalhada
Pixinguinha
Instrumental
Áudio Altamiro Carrilho (flauta), Dino 7 Cordas (violão 7 cordas), Luna (reco-reco) e Meira (violão)
Áudio Paulo Sergio Santos (clarinete), Caio Márcio (violão) e Oscar Bolão (percussão)
Vídeo Carlos Eduardo (Dudu)
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