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sábado, 24 de setembro de 2011

O Coco do Coco


O Coco do Coco
Guinga e Aldir Blanc

Moça donzela não arrenega um bom coco,
Nem a mãe dela, nem as tia, nem a madrinha.
Num coco tô com quem faz muito e acha pouco,
em rala-rala é que se educa a molhadinha.

Se tu não peca, meu bem,
Cai a peteca, neném,
Vira polícia da xereca da vizinha.
Se tu se guarda e não tem
Tá encruada que nem
Ovo no cu da galinha.

Não tem cinismo quem diz
Entre a santa e a meretriz,
Só muda a forma com que as duas se arreganha.
Eu só me queixo se criar teia de aranha,
Quem nega, ou tá de manha
Ou faz pouco que gozou.
No tempo em que eu casei de véu com meu marido
Eu era virgem do ouvido e ele nunca reclamou,
Pra ser sincera eu acho que isso inté facilitou.

Moça...

Vídeo Leila Pinheiro, Guinga e músicos da Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro - OSRJ

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Hoje


Hoje
Leila Pinheiro  e Renato Russo

Deixa de lado essa pobreza
De quem insiste em julgar e explicar
Não vou poder calar meu coração
E essa saudade vem mansinha
Querendo me avisar
Acho que a gente é que é feliz

Deixa que falem, eles não sabem
Não falo pelos outros, só falo por mim
Ninguém vai me dizer o que sentir
Acho que a gente é que é feliz

Queria ter a carta natal do universo
E ver se entendia alguma coisa
O que espero da vida,
O que quero da minha vida
Bom tempo, muito tempo

Deixa de lado essa tristeza

Áudio Renato Russo e Leila Pinheiro



Vídeo Leila Pinheiro

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Verde


Verde
Eduardo Gudin e (José Carlos) Costa Netto

Quem pergunta por mim
Já deve saber
Do riso no fim
De tanto sofrer
Que eu não desisti
Das minhas bandeiras
Caminho, trincheiras, da noite

Eu, que sempre apostei
Na minha paixão
Guardei um país no meu coração
Um foco de luz, seduz a razão
De repente a visão da esperança

Quis esse sonhador
Aprendiz de tanto suor
Ser feliz num gesto de amor
Meu país acendeu a cor

Verde, as matas no olhar, ver de perto
Ver de novo um lugar, ver adiante
Sede de navegar, verdejantes tempos
Mudança dos ventos no meu coração

Áudio Leila Pinheiro

domingo, 26 de junho de 2011

A História de Lily Braun


Enfim, a outra música que cantarei no coro da apresentação do sarau Chico Paratodos desta semana (ver release acima) é A História de Lily Braun, de Edu Lobo e Chico Buarque, lançada no disco O Grande Circo Místico (1983), com a trilha do balé homônimo, e interpretada por Gal Costa, cujo áudio foi postado aqui, juntamente com o vídeo de Leila Pinheiro, Victor Biglione e Bruce Henry; o vídeo de Chico Buarque no DVD Carioca Ao Vivo (2007) e o áudio de Maria Gadú em seu disco de estreia de 2009.

A História de Lily Braun
Edu Lobo e Chico Buarque

Como num romance
O homem dos meus sonhos
Me apareceu no dancing
Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom

Ele me comia
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse cheese
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz

E voltou
Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão
Foi desde então ficando flou

Como no cinema
Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilinguindo toda
Ao som do blues

Abusou do scotch
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris

E voltou
No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Numa turnê

Como amar esposa
Disse ele que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar

Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz

Áudio Gal Costa



Vídeo Leila Pinheiro, Victor Biglione e Bruce Henry



Vídeo Chico Buarque



Áudio Maria Gadú

domingo, 24 de outubro de 2010

Cordas


Cordas
(Guinga / Aldir Blanc)
Leila Pinheiro - Catavento e Girassol (1996)


Bandolim, bandolim, bandolim
Diz que não, diz talvez, diz que sim
Não diz coisa com coisa pra mim
Diz que a vida anda assim, assim

E me conta os anseios tristonhos
Que teus sons de cristal põem nos sonhos
Das mulheres do porto, as princesas do reino
Veneno, discórdia

Quero sim, quero não, ai de mim
Não traí, traí sim, bandolim
Tua voz me alicia em cetim
Riso cínico em céu de jasmin

Bandolim, se você me ensinasse
Bandolim, você sabe o disfarce
Entre o rei e o bobo, a comédia da arte
O todo, a parte

E um dia na hora do fim
Diz juntinho de mim, bandolim
Tim-tim por tristeza, o elã de beleza
Que há na corda arrebentada

Bandolim, bandolim, bandolim
Recorda
Bandolim, diz que não, diz que sim
Discorda

Áudio Leila Pinheiro