Mostrando postagens com marcador Cesar Camargo Mariano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cesar Camargo Mariano. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Só de Você


De Roberto de Carvalho e Rita Lee, Só de Você está no disco deles de 1982. Com uma orquestra de corda, essa música tem a participação de integrantes do Roupa Nova, além de Cesar Camargo Mariano.

Só de Você
Roberto de Carvalho e Rita Lee

Será que a gente ainda será
A velha estória de amor que sempre acaba bem, meu bem
Meio demodée pra hoje em dia
Antigamente, tudo era bem mais chique

Porque a gente nem sabe por quê
Mas acontece que eu nasci pra ser só de você
É claro que a sorte também ajudou
Ultimamente, um romance dura pouco

Cola, seu rosto no meu rosto
Enrola, seu corpo no meu corpo
Agora, está na hora de dançar…

Será que a gente ainda será
A velha estória de amor que sempre acaba bem, meu bem
Um tanto quanto demodée pra hoje em dia
Antigamente, tudo era bem mais chique

Áudio Rita Lee e demais músicos

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Voz e Suor


Faixa-título do excelente LP de Nana Caymmi e Cesar Camargo Mariano de 1983, Voz e Suor é uma parceria de Sueli Costa e Abel Silva.

Voz e Suor
Sueli Costa e Abel Silva

Guarda de mim
O que for o melhor
Os meus sonhos, os delírios
A voz e o suor
Pois sempre na vida
Chega o momento em que
Se desatam os nós
É a vida que afasta
Apaga ou faz brilhar
A chama no peito dos homens

Mas nunca a minha garganta
Dirá meu amor
Nunca mais

Esqueça o que for
Pequenino e vulgar
Aquela palavra
Ferina e mordaz
Esqueça o gesto da hora infeliz
O meu coração sempre soube
O que quis

Áudio Nana Caymmi e Cesar Camargo Mariano

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Viena Fica na 28 de Setembro


Elis Regina: 30 anos depois...

Sem dúvida uma das melhores duplas reveladas por Elis foi João Bosco e Aldir Blanc. No mesmo ano da morte da cantora, os compositores fizeram uma homenagem a ela e a outros nomes da música brasileira na inspirada Viena Fica na 28 de Setembro, lançada no disco de João intitulado Comissão de Frente, de 1982, com a participação, além do músico mineiro (voz, violão e arranjo), do ex-marido e arranjador dos discos de Elis nos anos 1970, Cesar Camargo Mariano (Prophet V, piano Fender Rhodes, Arp Strings e arranjo).


Vale lembrar que 28 de Setembro se refere ao boulevard de mesmo nome localizado em Vila Isabel, morada no Rio de Janeiro de ilustres compositores como Noel Rosa, Orestes Barbosa, João de Barro, Almirante e, mais recentemente, Martinho da Vila, além do próprio Aldir Blanc. As calçadas do Boulevard 28 de Setembro são decoradas com pedras portuguesas representando partituras de músicas brasileiras. Coube a Almirante nos anos 1960 fazer a seleção das músicas: Cidade Maravilhosa (André Filho) - esta primeira ainda na Praça Maracanã -, O Abre Alas (Chiquinha Gonzaga), Pelo Telefone (Donga e Mauro de Almeida), Mal-Me-Quer (Cristóvão de Alencar, Armando Reis e Newton Teixeira), Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico), Ave Maria (Ertildes Campos e Jonas Neves), Aquarela do Brasil (Ary Barroso), Jura (Sinhô), Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro), Linda Flor (Henrique Vogeler e Luís Peixoto), A Conquista do Ar (Eduardo das Neves), Luar do Sertão (Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco), Chão de Estrelas (Orestes Barbosa e Sílvio Caldas), Linda Morena (Lamartine Babo), A Voz do Violão (Francisco Alves e Horácio Campos), Na Pavuna (Homero Dornellas e Almirante), Primavera do Rio (João de Barro e Ernesto Nazareth), Apanhei-te Cavaquinho (Ernesto Nazareth), Florisbela (Nássara e Frazão) e Renascer das Cinzas (Martinho da Vila) - esta última já na Praça Barão de Drummond.

Viena Fica na 28 de Setembro
João Bosco e Aldir Blanc

Morre a luz da noite
O porre acende pra me iluminar
    numa outra cena...
Zune o vento e valsam os oitis
    no velho boulevard:
    bosques de Viena!
Escrevo carta a uma desconhecida
Com quem tive um flerte, um anjo azul...
Pobres balconistas de paquete, de ar infeliz
    são novas Bovarys...
Já perdi o expresso do oriente
    onde sempre sou
    vítima e assassino...
Tomo a carruagem e o cocheiro
    de tabela dois
    diz que é vascaíno...
Ah, triste figura, Don Quixote
    quer mais um traçado
    – cadê o Sancho?
Dá pro santo, bebe, e o passado
    volta a desfilar,
    pierrô de marcha-rancho:

...com as broncas do Ary Barroso, sem elas...
...com a bossa do Ciro Monteiro, sem ela...
...com o copo cheio de Vinícius, sem ele...
...com nervos de aço Lupicínio, sem eles...
...com as mãos do Antonio Maria, sem elas...
...com a voz do Lamartine Babo, sem ela...
...com a rosa Dolores Duran, sem ela...
...com a majestade da Elis, sem ela...

Áudio João Bosco e Cesar Camargo Mariano

Rebento


Elis Regina: 30 anos depois

Rebento, de Gilberto Gil, interpretada por Elis em três momentos: na apresentação do Montreux Jazz Festival em 1979 (com Luizão Maia no baixo, Hélio Delmiro na guitarra, Chico Batera na percussão, Paulo Braga na bateria e Cesar Camargo Mariano nos teclados); no programa Grandes Nomes exibido pela Rede Globo em 1980 (com Cesar Camargo Mariano ao piano) e no disco Elis, também lançado em 1980, e também com Cesar ao piano.

Rebento
Gilberto Gil

Rebento, substantivo abstrato
O ato, a criação, o seu momento
Como uma estrela nova e o seu barato
Que só Deus sabe lá no firmamento

Rebento, tudo que nasce é rebento
Tudo que brota, que vinga, que medra
Rebento raro como flor na pedra
Rebento farto como trigo ao vento

Outras vezes rebento simplesmente
No presente do indicativo
Como a corrente de um cão furioso
Como as mãos de um lavrador ativo

Às vezes mesmo perigosamente
Como acidente em forno radioativo
Às vezes, só porque fico nervoso
Às vezes, somente porque eu estou vivo

Rebento, a reação imediata
A cada sensação de abatimento
Rebento, o coração dizendo: "Bata"
A cada bofetão do sofrimento
Rebento, esse trovão dentro da mata
E a imensidão do som
E a imensidão do som
E a imensidão do som desse momento

Vídeo Elis Regina e demais músicos no Montreux Jazz Festival



Vídeo Elis Regina e Cesar Camargo Mariano no programa Grandes Nomes



Áudio Elis Regina e Cesar Camargo Mariano no álbum Elis (1980)

Alô, Alô, Marciano


Elis Regina: 30 anos depois...

Apresento nesta postagem dois vídeos com Elis interpretando Alô, Alô, Marciano, de Rita Lee e Roberto de Carvalho. O primeiro é um divertido clip de 1980 e o segundo é de uma apresentação do show Saudade do Brasil daquele mesmo ano. Cito a seguir os músicos da gravação dessa música no disco Saudade do Brasil (1980), provavelmente os mesmos (ou quase) nos vídeos postados: Bocato (trombone), Cesar Camargo Mariano (teclados e arranjos), Chiquinho Brandão (flauta), Cláudio Faria (trompete), Dom Chacal (percussão), José Sagica (bateria), Kzam Gama (baixo elétrico), Lino Simão Jr. (saxofone tenor), Natan Marques (viola 12 cordas), Nonô Camargo (trompete), Otávio Bangla (clarinete e saxofone tenor), Paulo Garfunkel (clarinete e saxofone alto).

Alô, Alô, Marciano
Rita Lee e Roberto de Carvalho

Alô, alô, marciano
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar estamos em guerra
Você não imagina a loucura
O ser humano tá na maior fissura porque
Tá cada vez mais down o high society

Down, down, down
O high society

Alô, alô, marciano
A crise tá virando zona
Cada um por si todo mundo na lona
E lá se foi a mordomia
Tem muito rei aí pedindo alforria porque
Tá cada vez mais down o high society

Down, down, down
O high society

Alô, alô, marciano
A coisa tá ficando russa
Muita patrulha, muita bagunça
O muro começou a pichar
Tem sempre um aiatolá pra atola Alá
Tá cada vez mais down o high society

Down, down, down
O high society

Vídeo Elis Regina



Vídeo Elis Regina e demais músicos e bailarinos

Essa Mulher


Elis Regina: 30 anos depois

Essa Mulher, de Joyce e Ana Terra, foi gravada para o álbum Elis, Essa Mulher, de 1979. Participam dessa gravação: Altamiro Carrilho (flauta), Celso Woltzenlogel (flauta), Cesar Camargo Mariano (piano elétrico e arranjos), Cidinho (percussão), Hélio Delmiro (guitarra), Jayme Araújo (flauta), Jorginho da Flauta (flauta), Luizão Maia (baixo elétrico), Paulinho Braga (bateria) e a autora da música Joyce (violão), além de uma orquestra de cordas.

Essa Mulher
Joyce e Ana Terra

De manhã cedo essa senhora se conforma
Bota a mesa, tira o pó, lava a roupa, seca os olhos
Ah, como essa santa não se esquece de pedir pelas mulheres
Pelos filhos, pelo pão
Depois sorri, meio sem graça
E abraça aquele homem, aquele mundo
Que a faz assim feliz
De tardezinha essa menina se namora
Se enfeita, se decora, sabe tudo, não faz mal
Ah, como essa coisa é tão bonita
Ser cantora, ser artista
Isso tudo é muito bom
E chora tanto de prazer e de agonia
De algum dia, qualquer dia
Entender de ser feliz
De madrugada essa mulher faz tanto estrago
Tira a roupa, faz a cama, vira a mesa, seca o bar
Ah, como essa louca se esquece
Quanto os homens enlouquece
Nessa boca, nesse chão
Depois parece que acha graça
E agradece ao destino aquilo tudo
Que a faz tão infeliz
Essa menina, essa mulher, essa senhora
Em quem esbarro a toda hora
No espelho casual
É feita de sombra e tanta luz
De tanta lama e tanta cruz
Que acha tudo natural

Áudio Elis Regina e demais músicos

O Rancho da Goiabada


Elis Regina: 30 anos depois

Nesta postagem apresento um vídeo em que Elis interpreta O Rancho da Goiabada, de João Bosco e Aldir Blanc, número do show Tranversal do Tempo, no Teatro Brigadeiro em São Paulo, em um programa da TV Bandeirantes exibido em 1978. Participam: Cesar Camargo Mariano (teclados), Crispim Del Cistia (teclados), Dudu Portes (percussão e bateria), Natan Marques (violão?) e Sizão Machado (baixo elétrico).

O Rancho da Goiabada
João Bosco e Aldir Blanc

Os bóias-frias quando tomam
Umas biritas, espantando a tristeza
Sonham com um bife a cavalo, batata-frita
E a sobremesa
É goiabada cascão, com muito queijo
Depois café, cigarro e um beijo de uma mulata
Chamada Leonor ou Dagmar

Amar, o rádio de pilha, um fogão Jacaré
A marmita, o domingo, um bar
Onde tantos iguais se reúnem
Contando mentiras pra poder suportar
Ai, são pais-de-santo, paus-de-arara, são passistas
São flagelados, são pingentes, balconistas
Palhaços, marcianos, canibais, lírios, pirados
Dançando, dormindo de olhos abertos
À sombra da alegoria dos faraós embalsamados

Vídeo Elis Regina e demais músicos

Caxangá


Elis Regina: 30 anos depois

Caxangá, de Milton Nascimento e Fernando Brant, é interpretada por Elis no seu álbum de 1977. Participam dessa gravação, além de Elis, Milton Nascimento (voz, viola 12 cordas e violão Ovation), Crispim Del Cistia (guitarra), Dudu Portes (bateria), Natan Marques (guitarra) e Wilson Gomes (baixo elétrico). Já no ótimo vídeo também postado aqui, há a participação de Elis, junto com Dudu Portes, Natan Marques e Cesar Camargo Mariano, em um especial para a TV do Milton Nascimento naquele ano.

Caxangá
Milton Nascimento e Fernando Brant

Sempre no coração
Haja o que houver
A fome de um dia poder
Morder a carne dessa mulher

Veja bem meu patrão
Como pode ser bom
Você trabalharia no sol
E eu tomando banho de mar

Luto para viver
Vivo para morrer
Enquanto minha morte não vem
Eu vivo de brigar contra o rei

Em volta do fogo
Todo mundo abrindo o jogo
Conta o que tem pra contar
Casos e desejos
Coisas dessa vida e da outra
Mas nada de assustar
Quem não é sincero
Sai da brincadeira correndo
Pois pode se queimar, queimar

Saio do trabalh-ei
Volto para cas-ei
Não lembro de canseira maior
Em tudo é o mesmo suor

Áudio Elis Regina, Milton Nascimento e demais músicos (também aqui)



Vídeo Elis Regina, Milton Nascimento e demais músicos

Tatuagem


Elis Regina: 30 anos depois...

Tatuagem, de Chico Buarque e Ruy Guerra, é o fecho de ouro do álbum Falso Brilhante, lançado por Elis em 1976, e conta com a participação de Cesar Camargo Mariano (teclados, piano e arranjo), Crispim Del Cistia (teclados) e Wilson Gomes (baixo elétrico). Já o vídeo, na primeira parte, é um dueto de Elis e Cesar pra matar a pau.

Tatuagem
Chico Buarque e Ruy Guerra

Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
Que é pra te dar coragem
Pra seguir viagem
Quando a noite vem
E também pra me perpetuar em tua escrava
Que você pega, esfrega, nega
Mas não lava

Eu quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo te alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, farta, murcha
Morta de cansaço

Eu quero pesar feito cruz nas tuas costas
Que te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem
Eu quero ser a cicatriz risonha e corrosiva
Marcada a frio, a ferro, a fogo
Em carne viva

Corações de mãe
Arpões, sereias e serpentes
Que te rabiscam o corpo todo
Mas não sentes

Áudio Elis Regina e demais músicos



Vídeo Elis Regina e Cesar Camargo Mariano

Fotografia


Elis Regina: 30 anos depois...

Elis Regina interpreta Fotografia, de Tom Jobim, no antológico Elis & Tom, de 1974. Apresento nesta postagem o áudio original e a versão alternativa lançada somente 30 anos depois. Segundo o encarte dessa edição de 2004, participam de ambas as versões: Elis Regina (voz), Hélio Delmiro (guitarra), Luizão Maia (baixo) e Paulinho Braga (bateria). Na versão original estão também Cesar Camargo Mariano (piano elétrico) e Chico Batera (percussão) e na versão alternativa, Tom Jobim (piano e violão) e Oscar Castro Neves (violão). Na verdade, pelo encarte, não é claro se Cesar Camargo Mariano participa ou não da versão alternativa. Seu nome está creditado em Arranjos, piano e piano elétrico* (*exceto Fotografia) para as músicas Bonita e Fotografia (versão alternativa), mas não sei se a exceção simbolizada pelo asterisco se refere aos arranjos, piano e piano elétrico ou apenas ao piano elétrico, daí a minha dúvida.

Fotografia
Tom Jobim

Eu, você, nós dois
Aqui nesse terraço à beira-mar
O sol já vai caindo
E o seu olhar
Parece acompanhar a cor do mar
Você tem que ir embora
A tarde cai
Em cores se desfaz
Escureceu
O sol caiu no mar
E aquela luz lá embaixo se acendeu
Você e eu

Eu, você, nós dois
Sozinhos neste bar à meia-luz
E uma grande lua saiu do mar
Parece que esse bar
Já vai fechar
E há sempre uma canção para contar
Aquela velha história de um desejo
Que todas as canções têm pra contar
E veio aquele beijo
Aquele beijo...

Áudio Elis Regina e demais músicos (versão original)



Áudio Elis Regina e demais músicos (versãoalternativa) (também aqui e aqui)

Mucuripe


Elis Regina: 30 anos depois...

Elis Regina revelou vários compositores. Dentre eles, numa cajadada só, Fagner e Belchior, com a belíssima interpretação de Mucuripe, presente em um de seu melhores discos: Elis, de 1972, arranjado por Cesar Camargo Mariano. 

Mucuripe
Fagner e Belchior

As velas do Mucuripe, vão sair para pescar
Vou levar as minhas mágoas, pras águas fundas do mar
Hoje a noite namorar, sem ter medo da saudade
E sem vontade de casar

Calça nova de riscado, paletó de linho branco
Que até o mês passado, lá no campo inda era flor
Sob o meu chapéu quebrado, um sorriso ingênuo, franco
De um rapaz novo, encantado, com vinte anos de amor

Aquela estrela é dele
Vida, vento, vela, leva-me daqui

Áudio Elis Regina

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Velho Piano


Velho Piano
Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro

Ah! O amor muda tanto
Parece que o encanto
O cotidiano desfaz
Feito um verso jogado num canto
De um velho piano
Que não toca mais

E ele estende seu manto
Feito um soberano
E vem como um santo
Mas parte profano
Parece um cigano
Não volta jamais

Ah! O amor causa espanto
O amor é o engano que traz
Desengano por trás
E no entanto
Todo ser humano
Por ele faz plano demais
Erra demais

Ai, é o amor, barco tonto
Num vasto oceano
De riso e de pranto
De gozo e de dano
E como é mundano
Não pára no cais
E quando quer paz
É tarde demais

Áudio Nana Caymmi e Cesar Camargo Mariano

domingo, 7 de agosto de 2011

Aqui É o País do Futebol

 

Wilson Simonal, muito bem acompanhado pelo Som Três - grupo constituído por Cesar Camargo Mariano (piano e arranjo), Toninho Pinheiro (bateria) e Sabá (Sebastião Oliveira da Paz) (contrabaixo) - além de Dom Chacal (percussão) e Simonautas (sopros), interpreta esta composição de Milton Nascimento e Fernando Brant, Aqui É o País do Carnaval. A gravação é do LP de Simonal Mexico'70, lançado naquele país por ocasião da Copa do Mundo daquele ano.
  
Aqui É o País do Futebol
Milton Nascimento e Fernando Brant

Brasil está vazio na tarde de domingo, né?
Olha o sambão, aqui é o país do futebol

No fundo deste país
Ao longo das avenidas
Nos campos de terra e grama
Brasil só é futebol
Noventa minutos
De emoção e alegria
Esqueça a casa e o trabalho
A vida fica lá fora
E tudo fica lá fora
Inferno fica lá fora
As dores ficam lá fora

Áudio Wilson Simonal e demais músicos

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Bate um Balaio ou Rockson do Pandeiro



João Bosco: 65 anos! A transcrição da letra por Regina Carvalho foi obtida aqui.

Bate um Balaio ou Rockson do Pandeiro
João Bosco

Derrê derreí
Derrê derreí
Ô Carolina hum ô Carolina hum hum hum
Ô Carolina hum, ô Carolina hum hum hum
Ô zabulon lun bate um balaio
Quero é mandacaru
Ô zabulon lun bate um lubaio
Quero é mandacaru
Ô zabulon lun bate um balaio
Quero é mandacaru
Ô zabulon lun bate um lubaio
Quero é mandacaru
Aguiri guiri guiri rarulê
Azingulaga do balaio
Dungulaga dulon
Ô zabulon nocim dubabulu
Azingulaga do balaio dungulaga dulon
Ô zabulon nocim dubabulê
Azingulaba du balaio dungulaba dulon
Ô cabulon ducim du babalu
Zingulaba du balaio dungulaba dubon
Ô cara dubon (do bom)
Ô cabra dubon
Ô cabra dubon
Ô cabra dubon
Ô cabra dubon
Ô cabra dubon iéá
A - é - i - ó - u - ipsilon - lon - lon - lon
A - é - i - ó - u - ipsilon - lon - lon - lon

Vídeo João Bosco, Cesar Camargo Mariano e Nico Assumpção

domingo, 20 de março de 2011

O Bêbado e a Equilibrista

Charge de Henfil (clique na imagem para ampliar)

Uma das minhas composições favoritas do grande encontro Elis Regina, César Camargo Mariano, João Bosco e Aldir Blanc!

O Bêbado e a Equilibrista
João Bosco e Aldir Blanc

Caía
A tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos
A lua
Tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel
E nuvens
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Prá noite do Brasil
Meu Brasil
Que sonha com a volta
Do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora
A nossa pátria-mãe gentil
Choram Marias e Clarisses
No solo do Brasil
Mas sei
Que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança dança
Na corda bamba de sombrinha
Em cada passo dessa linha
Pode se machucar
Azar
A esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar

Áudio Elis Regina (destaque para a introdução e o final imitando um realejo)



Vídeos Elis Regina







sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Modinha




Modinha
Tom Jobim / Vinicius de Morais

Não, não pode mais meu coração
Viver assim dilacerado
Escravizado a uma ilusão
Que é só desilusão
Não, não seja a vida sempre assim
Como um luar desesperado
A derramar melancolia em mim
Poesia em mim
Vai, triste canção, sai do meu peito
E semeia emoção
Que chora dentro do meu coração

Vídeo Elis & Tom + Elis & Cesar



sábado, 25 de dezembro de 2010

Cais - Um Gosto de Sol - Que Bom Amigo - Outro Cais

 
Hoje pesquisando sobre a música Que Bom Amigo, do disco Clube da Esquina 2 (1978) do Milton Nascimento (ver abaixo), encontrei uma postagem no blog Sobre a Canção, de Túlio Villaça, com informações bem interessantes (confira aqui) a respeito do tema musical presente nessa canção e que também encerra Cais e Um Gosto de Sol (também postadas aqui) no disco Clube da Esquina (1972), de Milton Nascimento e Lô Borges. A primeira vez que ouvi esse tema, no entanto, foi na gravação de Cais da Elis Regina em seu álbum Elis de 1972 (aqui coloquei o vídeo do programa MPB Especial, de 1973, em que a cantora é acompanhada ao piano por Cesar Camargo Mariano). O tema também aparece no finalzinho de Outro Cais, participação da baixinha no disco Os Borges, de 1980 (também apresentada abaixo).

Cais
Milton Nascimento / Ronaldo Bastos

Para quem quer se soltar invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor e sei a dor de me lançar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais
E sei a vez de me lançar

Cais: aúdio e vídeo com Milton Nascimento (no vídeo Milton toca o tema no teclado!!!) e vídeo com Elis Regina.








Um Gosto de Sol
Milton Nascimento / Ronaldo Bastos

Alguém que vi de passagem
Numa cidade estrangeira
Lembrou os sonhos que eu tinha
E esqueci sobre a mesa
Como uma pêra se esquece
Dormindo numa fruteira
Como adormece o rio
Sonhando na carne da pêra
O sol na sombra se esquece
Dormindo numa cadeira

Alguém sorriu de passagem
Numa cidade estrangeira
Lembrou o riso que eu tinha
E esqueci entre os dentes
Como uma pêra se esquece
Sonhando numa fruteira

Áudio Um Gosto de Sol com Milton Nascimento




Que Bom Amigo
Milton Nascimento

Que bom, amigo
Poder saber outra vez que estás comigo
Dizer com certeza outra vez a palavra amigo
Se bem que isso nunca deixou de ser

Que bom, amigo
Poder dizer o teu nome a toda hora
A toda gente
Sentir que tu sabes
Que estou pro que der contigo
Se bem que isso nunca deixou de ser

Que bom, amigo
Saber que na minha porta
A qualquer hora
Uma daquelas pessoas que a gente espera
Que chega trazendo a vida
Será você
Sem preocupação

Áudio Que Bom Amigo com Milton Nascimento




Outro Cais
Marilton Borges / Duca Leal

Me atraiu o teu encanto
Respirei o teu ar
Te arranquei do teu cais
Me lancei no teu mar
Te cobri com meu manto
Descansei nestas ondas
Misturamos nosso sangue
Juntos fomos dançar

Áudio Outro Cais com Elis Regina