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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Me Deixas Louca


Elis Regina: 30 anos depois...

Nesta postagem, Elis interpreta Me Deixas Louca (Me Vuelves Loco), de Armando Manzanero com versão de Paulo Coelho. É apresentada inicialmente sua gravação em estúdio, a última de Elis, em 1981, seguida do áudio do show Trem Azul, também daquele ano, lançado no disco homônimo de 1982. Nessa gravação estão presentes os músicos Luizão Maia (baixo elétrico), Natan Marques (guitarra), Paulo Esteves (teclados), Picolé (bateria), Sérgio Henriques (teclados) e Téo Lima (bateria). Enfim são apresentados dois vídeos da música em programas da TV Bandeirantes e da Rede Globo.

Me Deixas Louca (Me Vuelves Loco)
Armando Manzanero - Versão: Paulo Coelho

Quando caminho pela rua lado a lado com você
Me deixas louca
E quando escuto o som alegre do teu riso
Que me dá tanta alegria
Me deixas louca
Me deixas louca quando vejo mais um dia
Pouco a pouco entardecer
E chega a hora de ir pro quarto
E escutar as coisas lindas que começas a dizer
Me deixas louca
Quando me pedes
Por favor que nossa lâmpada se apague
Me deixas louca
Quando transmites o calor de tuas mãos
Pro meu corpo que te espera
Me deixas louca
E quando sinto que teus braços se cruzaram
Em minhas costas
Desaparecem as palavras
Outros sons enchendo espaço
Você me abraça, a noite passa
Me deixas louca

Áudio da última gravação em estúdio



Áudio Elis Regina e demais músicos no show Trem Azul



Vídeos Elis Regina



Rebento


Elis Regina: 30 anos depois

Rebento, de Gilberto Gil, interpretada por Elis em três momentos: na apresentação do Montreux Jazz Festival em 1979 (com Luizão Maia no baixo, Hélio Delmiro na guitarra, Chico Batera na percussão, Paulo Braga na bateria e Cesar Camargo Mariano nos teclados); no programa Grandes Nomes exibido pela Rede Globo em 1980 (com Cesar Camargo Mariano ao piano) e no disco Elis, também lançado em 1980, e também com Cesar ao piano.

Rebento
Gilberto Gil

Rebento, substantivo abstrato
O ato, a criação, o seu momento
Como uma estrela nova e o seu barato
Que só Deus sabe lá no firmamento

Rebento, tudo que nasce é rebento
Tudo que brota, que vinga, que medra
Rebento raro como flor na pedra
Rebento farto como trigo ao vento

Outras vezes rebento simplesmente
No presente do indicativo
Como a corrente de um cão furioso
Como as mãos de um lavrador ativo

Às vezes mesmo perigosamente
Como acidente em forno radioativo
Às vezes, só porque fico nervoso
Às vezes, somente porque eu estou vivo

Rebento, a reação imediata
A cada sensação de abatimento
Rebento, o coração dizendo: "Bata"
A cada bofetão do sofrimento
Rebento, esse trovão dentro da mata
E a imensidão do som
E a imensidão do som
E a imensidão do som desse momento

Vídeo Elis Regina e demais músicos no Montreux Jazz Festival



Vídeo Elis Regina e Cesar Camargo Mariano no programa Grandes Nomes



Áudio Elis Regina e Cesar Camargo Mariano no álbum Elis (1980)

Essa Mulher


Elis Regina: 30 anos depois

Essa Mulher, de Joyce e Ana Terra, foi gravada para o álbum Elis, Essa Mulher, de 1979. Participam dessa gravação: Altamiro Carrilho (flauta), Celso Woltzenlogel (flauta), Cesar Camargo Mariano (piano elétrico e arranjos), Cidinho (percussão), Hélio Delmiro (guitarra), Jayme Araújo (flauta), Jorginho da Flauta (flauta), Luizão Maia (baixo elétrico), Paulinho Braga (bateria) e a autora da música Joyce (violão), além de uma orquestra de cordas.

Essa Mulher
Joyce e Ana Terra

De manhã cedo essa senhora se conforma
Bota a mesa, tira o pó, lava a roupa, seca os olhos
Ah, como essa santa não se esquece de pedir pelas mulheres
Pelos filhos, pelo pão
Depois sorri, meio sem graça
E abraça aquele homem, aquele mundo
Que a faz assim feliz
De tardezinha essa menina se namora
Se enfeita, se decora, sabe tudo, não faz mal
Ah, como essa coisa é tão bonita
Ser cantora, ser artista
Isso tudo é muito bom
E chora tanto de prazer e de agonia
De algum dia, qualquer dia
Entender de ser feliz
De madrugada essa mulher faz tanto estrago
Tira a roupa, faz a cama, vira a mesa, seca o bar
Ah, como essa louca se esquece
Quanto os homens enlouquece
Nessa boca, nesse chão
Depois parece que acha graça
E agradece ao destino aquilo tudo
Que a faz tão infeliz
Essa menina, essa mulher, essa senhora
Em quem esbarro a toda hora
No espelho casual
É feita de sombra e tanta luz
De tanta lama e tanta cruz
Que acha tudo natural

Áudio Elis Regina e demais músicos

Fotografia


Elis Regina: 30 anos depois...

Elis Regina interpreta Fotografia, de Tom Jobim, no antológico Elis & Tom, de 1974. Apresento nesta postagem o áudio original e a versão alternativa lançada somente 30 anos depois. Segundo o encarte dessa edição de 2004, participam de ambas as versões: Elis Regina (voz), Hélio Delmiro (guitarra), Luizão Maia (baixo) e Paulinho Braga (bateria). Na versão original estão também Cesar Camargo Mariano (piano elétrico) e Chico Batera (percussão) e na versão alternativa, Tom Jobim (piano e violão) e Oscar Castro Neves (violão). Na verdade, pelo encarte, não é claro se Cesar Camargo Mariano participa ou não da versão alternativa. Seu nome está creditado em Arranjos, piano e piano elétrico* (*exceto Fotografia) para as músicas Bonita e Fotografia (versão alternativa), mas não sei se a exceção simbolizada pelo asterisco se refere aos arranjos, piano e piano elétrico ou apenas ao piano elétrico, daí a minha dúvida.

Fotografia
Tom Jobim

Eu, você, nós dois
Aqui nesse terraço à beira-mar
O sol já vai caindo
E o seu olhar
Parece acompanhar a cor do mar
Você tem que ir embora
A tarde cai
Em cores se desfaz
Escureceu
O sol caiu no mar
E aquela luz lá embaixo se acendeu
Você e eu

Eu, você, nós dois
Sozinhos neste bar à meia-luz
E uma grande lua saiu do mar
Parece que esse bar
Já vai fechar
E há sempre uma canção para contar
Aquela velha história de um desejo
Que todas as canções têm pra contar
E veio aquele beijo
Aquele beijo...

Áudio Elis Regina e demais músicos (versão original)



Áudio Elis Regina e demais músicos (versãoalternativa) (também aqui e aqui)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Flor de Lis


Flor de Lis é a música que abre o primeiro LP de Djavan, A Voz • O Violão • A Música de Djavan (1976). Participa dessa gravação um time de primeira: Edison (teclado); Helinho (guitarra); Luizão (baixo); Paulinho (bateria); Altamiro Carrilho (flauta e flautim); Marçal, Luna, Hermes (ritmo).

Flor de Lis
Djavan

Valei-me, deus!
É o fim do nosso amor
Perdoa, por favor
Eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que fez
Tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei?
Eu só sei que amei,
Que amei, que amei, que amei

Será talvez
Que minha ilusão
Foi dar meu coração
Com toda força
Pra essa moça
Me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz
De uma flor de lis

E foi assim que eu vi
Nosso amor na poeira,
Poeira
Morto na beleza fria de Maria

E o meu jardim da vida
Ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu.

Áudio Djavan (voz e violão) e demais músicos