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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Coração Cigano
Coração Cigano
Edu Lobo e Paulo César Pinheiro
Coração é catavento
Carrossel sem direção
A girar de modo lento
Pelo vento da ilusão
Nesse eterno movimento
De saudade, de tristeza e de paixão
Coração roda-de-engenho
Feito o meu movido a mágoa
Quanto mais mágoas eu tenho
Gira mais a roda-d'água
É a vida esse desenho
Que só para quando para o coração
Coração rodamoinho
Sorvedouro, um turbilhão
Vai girando no caminho
O seu breve carrilhão
Nesse eterno burburinho
De procura, de amor, de solidão
Coração aventureiro
Vai seguindo a caravana
Navegante de cargueiro
Que tem bússola cigana
E é a vida o seu roteiro
Que só para quando para o coração
Áudio Edu Lobo
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Paulo César Pinheiro
sexta-feira, 1 de julho de 2011
O Circo Místico
O Circo Místico
Edu Lobo e Chico Buarque
Não
Não sei se é um truque banal
Se um invisível cordão
Sustenta a vida real
Cordas de uma orquestra
Sombras de um artista
Palcos de um planeta
E as dançarinas no grande final
Chove tanta flor
Que, sem refletir
Um ardoroso espectador
Vira colibri
Qual
Não sei se é nova ilusão
Se após o salto mortal
Existe outra encarnação
Membros de um elenco
Malas de um destino
Partes de uma orquestra
Duas meninas no imenso vagão
Negro refletor
Flores de organdi
E o grito do homem voador
Ao cair em si
Não sei se é vida real
Um invisível cordão
Após o salto mortal
Áudio Zizi Possi
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domingo, 26 de junho de 2011
A História de Lily Braun
Enfim, a outra música que cantarei no coro da apresentação do sarau Chico Paratodos desta semana (ver release acima) é A História de Lily Braun, de Edu Lobo e Chico Buarque, lançada no disco O Grande Circo Místico (1983), com a trilha do balé homônimo, e interpretada por Gal Costa, cujo áudio foi postado aqui, juntamente com o vídeo de Leila Pinheiro, Victor Biglione e Bruce Henry; o vídeo de Chico Buarque no DVD Carioca Ao Vivo (2007) e o áudio de Maria Gadú em seu disco de estreia de 2009.
A História de Lily Braun
Edu Lobo e Chico Buarque
Como num romance
O homem dos meus sonhos
Me apareceu no dancing
Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom
Ele me comia
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse cheese
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz
E voltou
Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão
Foi desde então ficando flou
Como no cinema
Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilinguindo toda
Ao som do blues
Abusou do scotch
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris
E voltou
No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Numa turnê
Como amar esposa
Disse ele que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz
Áudio Gal Costa
Vídeo Leila Pinheiro, Victor Biglione e Bruce Henry
Vídeo Chico Buarque
Áudio Maria Gadú
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sábado, 12 de março de 2011
Lero-Lero
Lero-Lero
Edu Lobo e Cacaso
Sou brasileiro de estatura mediana
Gosto muito de fulana mas sicrana é quem me quer
Porque no amor quem perde quase sempre ganha
Veja só que coisa estranha, saia dessa se puder
Não guardo mágoa, não blasfemo, não pondero
Não tolero lero-lero, devo nada pra ninguém
Sou descansado, minha vida eu levo a muque
Do batente pro batuque faço como me convém
Eu sou poeta e não nego a minha raça
Faço versos por pirraça e também por precisão
De pé quebrado, verso branco, rima rica
Negaceio, dou a dica, tenho a minha solução
Sou brasileiro, tatu-peba taturana
Bom de bola, ruim de grana, tabuada sei de cor
Quatro vez sete vinte e oito nove fora
Ou a onça me devora ou no fim vou rir melhor
Não entro em rifa, não adoço, não tempero
Não remarco, marco zero, se falei não volto atrás
Por onde passo deixo rastro, deixo fama
Desarrumo toda a trama, desacato satanás
Sou brasileiro de estatura mediana
Gosto muito de fulana mas sicrana é quem me quer
Diz um ditado natural da minha terra
Bom cabrito é o que mais berra onde canta o sabiá
Desacredito no azar da minha sina
Tico-tico de rapina, ninguém leva o meu fubá
Vídeo Edu Lobo (part. Boca Livre & MPB-4)
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Ponteio
Ponteio
Edu Lobo e Capinam
Era um, era dois, era cem
Era o mundo chegando e ninguém
Que soubesse que eu sou violeiro
Que me desse o amor ou dinheiro...
Era um, era dois, era cem
Vieram prá me perguntar:
"Ô voce, de onde vai
De onde vem?
Diga logo o que tem
Pra contar"...
Parado no meio do mundo
Senti chegar meu momento
Olhei pro mundo e nem via
Nem sombra, nem sol
Nem vento...
Quem me dera agora
Eu tivesse a viola
Pra cantar...(4x)
Pra cantar!
Era um dia, era claro
Quase meio
Era um canto falado
Sem ponteio
Violência, viola
Violeiro
Era morte redor
Mundo inteiro...
Era um dia, era claro
Quase meio
Tinha um que jurou
Me quebrar
Mas não lembro de dor
Nem receio
Só sabia das ondas do mar...
Jogaram a viola no mundo
Mas fui lá no fundo buscar
Se eu tomo a viola
Ponteio!
Meu canto não posso parar
Não!...
Quem me dera agora
Eu tivesse a viola
Prá cantar, prá cantar
Ponteio!...(4x)
Pontiarrrrrrrr!
Era um, era dois, era cem
Era um dia, era claro
Quase meio
Encerrar meu cantar
Já convém
Prometendo um novo ponteio
Certo dia que sei
Por inteiro
Eu espero não vá demorar
Esse dia estou certo que vem
Digo logo o que vim
Pra buscar
Correndo no meio do mundo
Não deixo a viola de lado
Vou ver o tempo mudado
E um novo lugar pra cantar...
Quem me dera agora
Eu tivesse a viola
Pra cantar
Ponteio!...(4x)
Lá, láia, láia, láia...
Lá, láia, láia, láia...
Lá, láia, láia, láia...
Quem me dera agora
Eu tivesse a viola
Pra cantar
Ponteio!...(4x)
Pra cantar
Pontiaaaaarrr!...(4x)
Quem me dera agora
Eu tivesse a viola
Prá cantar!
Vídeo Edu Lobo, Marília Medalha & Momento Quatro
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Momento Quatro
Borandá
Borandá
Edu Lobo
Vam' borandá
Que a terra já secou, borandá
É, borandá,
Que a chuva não chegou, borandá
Já fiz mais de mil promessas
Rezei tanta oração
Deve ser que eu rezo baixo
Pois meu Deus não ouve não
Deve ser que eu rezo baixo
Pois meu Deus não ouve não
Vou me embora, vou chorando
Vou me lembrando do meu lugar
É, borandá
Que a terra já secou, borandá
É, borandá,
Que a chuva não chegou, borandá
Quanto mais eu vou pra longe
Mais eu penso sem parar
Que é melhor partir lembrando
Que ver tudo piorar
Que é melhor partir lembrando
Que ver tudo piorar
Áudio Edu Lobo & Tamba Trio
sexta-feira, 11 de março de 2011
Memórias de Marta Saré
Memórias de Marta Saré
Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri
A casa lá na fazenda
A lua clareando a porta
Deixando um brilho claro
Nas pedras dos degraus
Cristal de lua
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro...
O rosário obrigatório
O jantar, lá na cozinha
Todo dia à mesma hora
As histórias de Dorinha
Pra dentro, Marta Saré...
A lanterna azul partida
A dor, a palmatória, a raiva
A cantiga mais sentida
Um galope de cavalo
Moço Severino
Pra dentro, Marta Saré...
Bate forte o coração
Dor no peito magoado
O sorriso mais sem jeito
Do primeiro namorado
Pra dentro, Marta Saré...
Áudio Edu Lobo (part. Wanda Sá, Quarteto em Cy & MPB-4)
Vídeo Edu Lobo e Marília Medalha
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Desenredo
Desenredo
Dori Caymmi / Paulo César Pinheiro
Por toda terra que passo me espanta tudo que vejo
A morte tece seu fio de vida feita ao avesso
O olhar que prende anda solto
O olhar que solta anda preso
Mas quando eu chego eu me enredo
Nas tranças do teu desejo
O mundo todo marcado a ferro, fogo e desprezo
A vida é o fio do tempo; a morte, o fim do novelo
O olhar que assusta anda morto
O olhar que avisa anda aceso
Mas quando eu chego eu me perco
Nas tramas do teu segredo
Ê Minas, ê Minas, é hora de partir, eu vou
Vou-me embora pra bem longe
A cera da vela queimando, o homem fazendo seu preço
A morte que a vida anda armando, a vida que a morte anda tendo
O olhar mais fraco anda afoito
O olhar mais forte, indefeso
Mas quando eu chego eu me enrosco
Nas cordas do seu cabelo
Ê Minas, ê Minas, é hora de partir, eu vou
Vou-me embora pra bem longe...
Áudio Edu Lobo & Dori Caymmi + Nana Caymmi
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Valsa Brasileira
Valsa Brasileira
Edu Lobo / Chico Buarque
Vivia a te buscar
Porque pensando em ti
Corria contra o tempo
Eu descartava os dias
Em que não te vi
Como de um filme
A ação que não valeu
Rodava as horas pra trás
Roubava um pouquinho
E ajeitava o meu caminho
Pra encostar no teu
Subia na montanha
Não como anda um corpo
Mas um sentimento
Eu surpreendia o sol
Antes do sol raiar
Saltava as noites
Sem me refazer
E pela porta de trás
Da casa vazia
Eu ingressaria
E te veria
Confusa por me ver
Chegando assim
Mil dias antes de te conhecer
Áudio Chico Buarque e vídeo Edu Lobo
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Pra Dizer Adeus
PRA DIZER ADEUS
Edu Lobo / Torquato Neto
Adeus
Vou pra não voltar
E onde quer que eu vá
Sei que vou sozinha
Tão sozinha amor
Nem é bom pensar
Que eu não volto mais
Desse meu caminho
Ah! Pena eu não saber
Como te contar
Que o amor foi tanto
E no entanto, eu queria dizer
Vem
Eu só sei dizer
Vem
Nem que seja só
Prá dizer adeus
Video Bethânia (voz e violão), Raul de Souza (trombone) e Luiz Carlos Vinhas (piano)
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