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sexta-feira, 18 de março de 2011
A Batucada dos Nossos Tantãs - Batucada - Do Jeito Que o Rei Mandou - Re: Batucada
Dica quente da Scheyla Tyzatto: a transa do samba com o hip-hop na Batucada - e Re: Batucada - de Marcelo D2!
A Batucada dos Nossos Tantãs
Sereno, Adilson Gavião e Robson Guimarães
Samba, a gente não perde o prazer de cantar
E fazem de tudo pra silenciar
A batucada dos nossos tantãs
No seu ecoar, o samba se refez
Seu canto se faz reluzir
Podemos sorrir outra vez
Samba, eterno delírio do compositor
Que nasce da alma, sem pele, sem cor
Com simplicidade, não sendo vulgar
Fazendo da nossa alegria, seu habitat natural
O samba floresce do fundo do nosso quintal
[trecho omitido na versão de Marcelo D2]
Este samba é pra você
Que vive a falar, a criticar
Querendo esnobar, querendo acabar
Com a nossa cultura popular
É bonito de se ver
O samba correr, pro lado de lá
[trecho citado no final da versão de Marcelo D2]
Fronteira não há, pra nos impedir
Você não samba mas tem que aplaudir
Batucada
Marcelo D2, Rodrigo Nuts e Zé Gonzales
Do fundo do meu quintal
Faço esse som pra você
Duas vitrolas, vinil e uma SP
Estilo variado fazendo a estrutura balançar
Cantando rap samba láiá láiá láiá
Deixo a temperatura do recinto quente
Com o microfone na mão
Abalando tudo pela frente
Eu entro no samba com meu hip-hop
Ê, DJ
Não precisa presta atenção no que eu to dizendo
Não tenho o que rimar
Eu mando um remendo
Agora lembrei de uma boa que rima com samba
Eu sou da nova geração e
Minha ginga é de bamba
Mas sempre influenciado pela velha guarda
Veio do fundo do quintal essa parada
Fronteira não há para nos dividir*
Você não samba, mas vai ter que aplaudir*
* citação de A Batucada de Nossos Tantãs
Vídeo Marcelo D2
Vídeo Grupo Fundo de Quintal e Inimigos da HP interpretam 'A Batucada dos Nossos Tantãs'
Do Jeito Que o Rei Mandou
João Nogueira e Zé Catimba
Sorria!
Meu bloco vem bem, descendo a cidade
Vai haver carnaval de verdade
O samba não se acabou
Sorria!
Que o samba mata a tristeza da gente
Quero ver o meu povo contente
Do jeito que o rei mandou
[trecho citado mais adiante na versão de Marcelo D2]
Bate lata, bate surdo
Agogô e tamborim
[trecho omitido na versão de Marcelo D2]
Bate fundo no meu peito
Um amor que não tem fim
E pra não cair da escada
Bate o prego, meu senhor
Bate o pé, mas bate tudo
Do jeito que o rei mandou
Re: Batucada
Marcelo D2
O rei mandou a gente se ajudar
O rei mandou o povo se agilizar
O rei mandou a gente olhar pra frente
Na verdade o parceiro rei tá dentro da mente
Partideiro indigesto eu sou e sei que sou
A procura da batida eu vou e vou que vou
O flagrante tá na mente acabou acabou
Fecha a conta e passa a régua que eu tô que tô
Muito respeito aos arquitetos da música brasileira
Os verdadeiro é aqueles que nunca tão de bobeira
Que no quintal ou na escola o samba é de primeira
Poeta operário de segunda a segunda-feira
Tá na hora de bater essa parada
Da mesa ser virada
Se bora com a conversa fiada
Bate forte no meu peito
Do jeito que não tem fim
Bate surdo agogô pandeiro e tamborim#
Sorria...
Então checa prá cá que o bloco chegou
O samba não se acabou
Não adianta reclamar que não tem caô
O que passou passou
Um carnaval diferente foi o que o rei mandou
E é nesse que eu vou
E nem importa qual direção que eu tô
Produto nacional de exportação do bom
Identidade nacional só prá quem tem o dom
Vacilou sambou literalmente na parada
Essa é pra deixar qualquer cadeira quebrada
Quem diz que o povo esquece facilmente
Te engana novamente
Não quer que você olhe pra frente
Força e coragem prá enfrentar tudo o que vem
Diz que tem
Diz que tem
Diz que tem também
Sorria....
Muito respeito aos verdadeiros arquitetos da música brasileira
Comigo:
Eu digo Chico Science (Chico Science)
Eu digo Cartola (Cartola)
Eu digo Jovelina (Jovelina)
Eu digo Tom Jobim (Tom Jobim)
Eu digo Sabotagem (Sabotagem)*
Eu digo Candeia (Candeia)
Eu digo João Nogueira (João Nogueira)**
Eu digo a Dona Neuma (Dona Neuma)**
Eu digo Pixinguinha (Pixinguinha)*
Tim Maia (Meu Amigo)
Feito no Rio, feito no Rio de Janeiro
# citação (aproximada) de Do Jeito Que o Rei Mandou
*citado na versão do Acústico MTV
**citado na versão do CD À Procura da Batida Perfeita
Áudio Marcelo D2
Áudio João Nogueira interpreta ‘Do Jeito Que o Rei Mandou’
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Súplica - O Poder da Criação - Minha Missão (Triologia do Alumbramento)
A parceria entre João Nogueira e Paulo César Pinheiro rendeu muitos e ótimos frutos. Dentre eles destaco nesta postagem a Triologia do Alumbramento, composta das músicas Súplica, O Poder da Criação e Minha Missão.
Todas as três canções foram gravadas por João Nogueira na virada dos anos 70 e 80, respectivamente nos álbuns Clube do Samba (1979), Boca do Povo (1980) e O Homem dos Quarenta (1982).
Súplica
João Nogueira / Paulo César Pinheiro
O corpo a morte leva
A voz some na brisa
A dor sobe pras trevas
O nome a obra imortaliza
A morte benze o espírito
A brisa traz a música
Que na vida é sempre a luz mais forte
Ilumina a gente além da morte.
Venha a mim, óh, música
Vem no ar
Ouve de onde estás a minha súplica
Que eu bem sei talvez não seja a única
Venha a mim, oh, música
Vem secar do povo as lágrimas
Que todos já sofrem demais
E ajuda o mundo a viver em paz.
Vídeo João Nogueira
O Poder da Criação
João Nogueira / Paulo César Pinheiro
Não, ninguem faz samba só porque prefere
Força nenhuma no mundo interfere
Sobre o poder da criação
Não, não precisa se estar nem feliz nem aflito
Nem se refugiar em lugar mais bonito
Em busca da inspiração
Não, ela é uma luz que chega de repente
Com a rapidez de uma estrela cadente
Que acende a mente e o coração
É, faz pensar que existe uma força maior que nos guia
Que está no ar
Vem no meio da noite
Ou no claro do dia
Chega a nos angustiar
E o poeta se deixa levar por essa magia
E o verso vem vindo
E vem vindo uma melodia
E o povo começa a cantar...
Lalalaiá, laiá, lalaiá...
Áudio João Nogueira
Minha Missão
João Nogueira / Paulo César Pinheiro
Quando eu canto
É para aliviar meu pranto
E o pranto de quem já tanto sofreu.
Quando eu canto
Estou sentindo a luz de um santo
Estou ajoelhando aos pés de Deus.
Canto para anunciar o dia
Canto para amenizar a noite
Canto pra denunciar o açoite
Canto também contra a tirania
Canto porque numa melodia
Acendo no coração do povo
A esperança de um mundo novo
E a luta para se viver em paz.
Do Poder da Criação
Sou continuação
E quero agradecer
Foi ouvida minha Súplica
Mensageiro sou da música.
O meu canto é uma Missão
Tem força de oração
E eu cumpro o meu dever
Aos que vivem a chorar
Eu vivo pra cantar
E canto pra viver
Quando eu canto a morte me percorre
E eu solto um canto da garganta
Que a cigarra quando canta morre
E a madeira quando morre, canta.
Vídeo João Nogueira
Áudio João Nogueira: Triologia do Alumbramento
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