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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Verde


Verde
Eduardo Gudin e (José Carlos) Costa Netto

Quem pergunta por mim
Já deve saber
Do riso no fim
De tanto sofrer
Que eu não desisti
Das minhas bandeiras
Caminho, trincheiras, da noite

Eu, que sempre apostei
Na minha paixão
Guardei um país no meu coração
Um foco de luz, seduz a razão
De repente a visão da esperança

Quis esse sonhador
Aprendiz de tanto suor
Ser feliz num gesto de amor
Meu país acendeu a cor

Verde, as matas no olhar, ver de perto
Ver de novo um lugar, ver adiante
Sede de navegar, verdejantes tempos
Mudança dos ventos no meu coração

Áudio Leila Pinheiro

terça-feira, 15 de março de 2011

Mente



Mente
Eduardo Gudin e Paulo Vanzolini 

Mente, ainda é uma saída
É uma hipótese da vida
Mente, sai dizendo que me ama
Mente, espalha essa fama
Me chama de meu amor constantemente
No meio de toda gente e a sós
Entre nós dois, mente

Mente, pra dar um novo início
Ninguém liga a sacrifício
Quando ele é o único meio
Pois na mentira, meu amor
Crer eu não creio
Só pretendo
Que de tanto mentir
Repetir que me ama
Você mesma acabe crendo

Áudio Clara Nunes

terça-feira, 8 de junho de 2010

Mordaça



Nossa! Esta composição é sublime! Grande Paulinho!


MORDAÇA
(Eduardo Gudin / Paulo César Pinheiro)

Tudo o que mais nos uniu separou
Tudo que tudo exigiu renegou
Da mesma forma que quis recusou
O que torna essa luta impossível e passiva

O mesmo alento que nos conduziu debandou
Tudo que tudo assumiu desandou
Tudo que se construiu desabou
O que faz invencível a ação negativa

É provável que o tempo faça a ilusão recuar
Pois tudo é instável e irregular
E de repente o furor volta
O interior todo se revolta
E faz nossa força se agigantar

Mas só se a vida fluir sem se opor
Mas só se o tempo seguir sem se impor
Mas só se for seja lá como for
O importante é que a nossa emoção sobreviva

E a felicidade amordace essa dor secular
Pois tudo no fundo é tão singular
É resistir ao inexorável
O coração fica insuperável
E pode em vida imortalizar

Paulo César Pinheiro comenta sobre o verso 'O importante é que a nossa emoção sobreviva' no Programa Roda Viva, em 2004 e revela como era o 'termômetro' musical de Tom Jobim:

"Essa frase eu não sabia até que ponto esta frase teria sido lapidar como hoje sei, é isso aí, o meu lema, o meu timão é a emoção. Eu me lembro muito de no meu convívio com o Tom, por exemplo, que foi o maior compositor de todos os tempos do Brasil, às vezes ele me mostrando uma música em casa, o pêlo dele arrepiava, ele dizia assim: "Olha isso aqui, isso daqui é o termômetro" [mostra os pêlos do braço]. Ele dizia isso. O termômetro é esse, e eu não consigo mais levantar cabelo nenhum do corpo com o que estou ouvindo aí.[risos]"


A transcrição da entrevista do programa na íntegra pode ser acessada aqui.



Eduardo Gudin interpreta Mordaça ao violão: