sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Cordas de Aço


Cordas de Aço
Cartola

Ah, essas cordas de aço
Este minúsculo braço
Do violão que os dedos meus acariciam
Ah, este bojo perfeito
Que trago junto ao meu peito
Só você violão
Compreende porque perdi toda alegria
E no entanto meu pinho
Pode crer, eu adivinho
Aquela mulher
Até hoje está nos esperando
Solte o teu som da madeira
Eu você e a companheira
Na madrugada iremos pra casa
Cantando

Áudio Cartola

A Voz do Violão


A Voz do Violão
Francisco Alves e Horácio Campos

Não queiras, meu amor, saber da mágoa
Que sinto quando a relembrar-te estou
Atestam-te os meus olhos rasos d'água
A dor que a tua ausência me causou.

Saudades infinitas me devoram,
Lembranças do teu vulto que nem sei
Meus olhos incessantemente choram
As horas de prazer que já gozei

Porém neste abandono interminável
No espinho de tão negra solidão
Eu tenho um companheiro inseparável
Na voz do meu plangente violão

Deixaste-me sozinho e lá distante,
Alheio à imensidão de minha dor,
Esqueces que ainda existe um peito amante
Que chora o teu carinho sedutor

No azul sem fim do espaço iluminado
Ao léu do vento se desfaz
A queixa deste amor desesperado
Que o peito em mil pedaços me desfaz

Áudio Francisco Alves



Vídeo Caetano Veloso

Violão


Violão
Sueli Costa e Paulo César Pinheiro

Um dia eu vi numa estrada
Um arvoredo caído,
Não era um tronco qualquer.
Era madeira de pinho
E um artesão esculpia
O corpo de uma mulher.

Depois eu vi
Pela noite
O artesão nos caminhos
Colhendo raios de lua.
Fazia cordas de prata
Que, se esticadas, vibravam
O corpo da mulher nua.

E o artesão, finalmente,
Nesta mulher de madeira
Botou o seu coração
E lhe apertou contra o peito
E deu-lhe um nome bonito
E assim nasceu o violão.

Áudio Fatima Guedes (também aqui)



Vídeo "troublecleft" (solo de violão)

Violão Vadio


Violão Vadio
Baden Powell e Paulo César Pinheiro

Novamente juntos eu e o violão
Vagando devagar, por vagar
Cantando uma canção qualquer,
Só por cantar
Mercê da solidão
Vadiando em vão por aí
Nós vamos seguir,
Outra rua, outro bar,
Outro amigo, outra mão
Qualquer companheira, qualquer direção
Até chegar em qualquer lugar
Qualquer que seja a morte a esperar
Jamais meu violão me abandonará
Se eu vivi, foi inútil viver
Já mais nada me resta saber
Quero ouvir meu violão gemer
Até me serenizar

Áudio Elizeth Cardoso

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Meu Violão


Meu Violão
Paulinho da Viola

Não posso passar sem meu violão
Não posso viver sem carinho
Quando eu não tenho ninguém
Corro e abraço meu pinho
Como ele eu seguro a saudade
E a tristeza de viver sozinho

Já vivi em minha vida
Momentos de intensa paixão
E no fogo da ferida
Eu até achava inspiração
Quantas vezes eu cantava
Quando não podia nem falar
É que meu violão me ajudava
A trazer a esperança
Dentro de um poema

Áudio Paulinho da Viola